Parceria

A espiga Parceria A primeira pregadeira da M. feita em prata é digna de ser fotografada, até porque trata-se duma prenda e é importante para ela fazer o registo das peças que vai desenvolvendo. A espiga renasce depois do longo Inverno, elemento fundamental e tradicional do outrora Alentejo profundo. A bolsa é o embrulho possível, uma parceria entre mãe e filha!

Do fim-de-semana

Ouvrir a música depois do excelente concerto Toi et moi Almoço no alpendre. Que venha a Primavera! Todos os fins-de-semana o são, mas este em particular, foi partilhado no primeiro dia com a M. em Lisboa. Programou idas aos alfarrabistas e as exposições. Limitei-me a guia-la e a acompanhar pela cidade. Calhou passarmos pelos Tibetanos (tenho a tendência por me esquecer continuamente de que a minha filha é uma vegetariana atípica!). A noite, fui levada a conhecer a música que ela gosta. A cassette foi a compra inesperada mas perfeita para a viagem de regresso, num carro cujo a radiofonia parou no tempo. Ontem domingo, e o primeiro almoço do ano no alpendre fez-me acreditar que a Primavera está para chegar!

Na Oficina da Nádia

Na Oficina da Nádia Na Oficina da Nádia Na Oficina da Nádia Na Oficina da Nádia Na Oficina da Nádia É na oficina da Nádia Torres que a M. faz a sua aprendizagem na arte de ourives, seguindo as pegadas do seu bisavô materno Charles e do seu trisavô paterno Manuel. Naquela caixinha, feita por ela, há já alguns tesouros e, num caderno, muitos projectos. Das mãos da Nádia saíram uma proliferação de linces a propósito da introdução do lince ibérico no seu habitat no Parque Natural do Guadiana, em Mértola. Há pins em prata e em cobre e latão. Para mais informações, pode contactar a Nádia pelo e-mail: nadiaferreiratorres@sapo.pt

Aniversários

Uma prenda especial para uma amiga especial Uma prenda especial para uma amiga especial Uma prenda especial para uma amiga especial Uma prenda especial para uma amiga especial Vejo o mês de Outubro bater à porta e como todos os anos, sinto uma ponta de angustia que invade o meu estado de espírito. Outubro é para mim época de aniversários, como se os anos dos familiares e amigos tivessem todos concentrados num só mês. É a minha mãe, são duas das minhas três filhas, a minha grande amiga e não me alongo mais! Um aniversário consome-me. Projecto-o muitas vezes com semanas de antecedência. Continuo a pensar que as prendas mais bonitas são aquelas feitas por nós. Como tudo o que é feito à mão, leva o seu tempo tal como a prenda que a M. fez para uma amiga que certamente não iria levar a mal por ter sido feita em casa. A Mary B., é uma amiga muito especial!

O que fica no deserto

O que fica no deserto O que fica no deserto Tu e eu. Também havia os outros mas o que importava mesmo, era tu e eu. O fim da tarde no cimo da duna, o silêncio, a luz, a areia entre as tuas mãos, o horizonte, a meditação e houve a noite em que tu e eu nos deitamos. Querias o calor das mantas (a J. e o pai preferiram dormir ao relento), querias o meu abraço, querias o desabafo e vieram as lágrimas. Não me lembro se adormeci mas sei que o dia acordou. O que fica no deserto, fica no deserto.

Vai ela e vou eu

Transformar Vai ela e vou eu Ela tem ideias que nem sempre vão de encontro com as minhas, como por exemplo transformar este blusão em algo de mais personalizado. A minha criatividade entra em colapso e pergunto-me se não seria melhor entregar-lhe a peça, auxiliando-a para que ela possa realizar o que idealizou. É já amanhã. Teimou durante meses. Tem vindo a contar as semanas, os dias. Adora este grupo. Vai ela e vou eu!