O estojo

O estojo O estojo O estojo Com muita paciência vou bordando a ponto cruz. Desta feita, fiz um novo estojo. Se fosse meu, là estariam o lápis, a caneta e muitas agulhas de tricot. Também là estaria uma agulha de crochet, para o dia em que virei a aprender. O estojo está disponível aqui.

Boas novas

Boas novas Boas novas Boas novas Boas novas O rebanho tem uma nova mascote. O cachorro da Serra da Estrela, chama-se Turco. Mama a cabra, brincalhão e muito simpático, encontrou ali a sua nova casa. Quanto ao Pedro, é pastor ao fim de semana até poder comprar o seu próprio rebanho e fazer-se à vida!

A lã preta

Carmear a lã Carmear a lã No regresso da Beira Alta, trouxe comigo um velo de lã preta que lavei este Verão no lavadoiro da casa, aplicando a técnica usada pelas tecedeiras de Mértola. À semelhança do velo branco, juntei-me às mulheres para, em conjunto, carmearmos a lã preta. Chovia ontem e o corte de electricidade constante obrigou-nos a carmear à soleira da porta. Nem houve luz suficiente para registar esse momento que acho tão importante na experiência que vou vivendo à volta da lã. A lã preta pareceu-me mais difícil de carmear devido à textura mais áspera. Estou curiosa de ver o resultado quando finalmente aprenderei a fiar a lã. Até là...

Para casa

Para casa Bolinhos de coco Para casa Quando vi este bolso, achei que seria a melhor inspiração para fazer um parecido quando a máquina fotográfica mudasse de mãos. Aproveitando a ocasião, fiz um bolso para os meus óculos. A idade não perdoa! E como sobrou muito pouco tempo para preparar um lanche para as miúdas, fiz os bolinhos de coco da Paula.

Que se lixe!

Que se lixe! Que se lixe! Que se lixe! Que se lixe! Que se lixe! Que se lixe! Que se lixe! Aproveitar o feriado, fazer a nossa própria ponte, faltar um dia à escola, viajar os muitos quilometros, visitar os defuntos, homenageá-los como se deve fazer, seguir os rituais que sempre se fizeram por cá e isto, pelo último ano. Pois, porque para o ano... Para o ano, talvez ainda venha o emigrante, porque fora do país, até as escolas estão de férias, mas a gente de cá, que vive na cidade, cujas raízes são destas terras não mais poderão voltar neste dia tão especial. Não sei se para o ano, verei as campas tão bem iluminadas, vestidas algumas de pétalas espalhadas. Não sei se para o ano, a procissão se fará, porque não sei quem virá. Não sei se para o ano, o comércio ficará mais animado, porque é a gente de fora que faz "mais qualquer coisa" para a economia local. Sei, todavia, que a feira de Travancinha, tão prezada no dia de Todos-os-Santos, passará a funcionar no último fim de semana do mês de Outubro. Não sei se para o ano, Travancinha terá à sua volta as fogueiras que juntavam amigos e familiares, partilhando os famosos torresmos, bebendo jeropiga, castanhas entre as mãos, bem quentinhas, animando a alma de cada um, saudando a vida! Não sei como será para o ano... Que se lixe, fizemos a ponte, homenageámos os antepassados porque são as nossas raízes!