Longe vão os tempos…







Umas horas no Porto, enquanto o avião tardava em chegar. Abraçar quem mais esperava.
Ao acaso duma pequena viagem não programada, por entre as ruas da cidade invicta, deparei com uma exposição no Centro Português da Fotografia, onde prometi a mim própria, lá voltar com a M. (por fazer parte do programa escolar de História) para melhor entender o que fora a "Resistência. Da alternativa Republicana à luta contra a Ditadura (1891-1974)".

Longe vão os tempos...

“Donne-moi ta langue”





Para combater a ideia crescente duma identidade nacional, uma escola primária de Paris está a levar a cabo um projecto intitulado "Donne-moi ta langue" (dá-me a tua lingua).
Caberá aos pais contar a história do capuchinho vermelho na sua língua materna.
Para ajudar os mais necessitados, uma amiga minha pediu-me para lhe encontrar um livro em português desta mesma história.
Confesso que na livraria não tive grande escolha e acabei por levar a versão de António Rodríguez Almodóvar da editora Kalandraka.
Antes de expedir o livro, tive a feliz supresa de ler uma bonita história onde não faltam expressões idiomáticas que de certeza, os encarregados de educação portugueses terão orgulho em exemplificar.

O projecto, não só visa partilhar as origens tão diferentes uns dos outros, como também valorizar e não renegar, a língua de origem que fora dos pais, dos avôs, na tentativa de que as crianças não a esqueçam e se orgulhem dela.

Uma interessante iniciativa de sensibilização que de igual forma, poderia ser aplicada nas escolas em Portugal.



A verdadeira história do capuchinho
De António Rodríguez Almodóvar
Ilustrações de Marc Taeger
Kalandraka, 2009
www.kalandraka.pt

O ferrador





É uma profissão de desgaste e há cada vez menos ferradores. É uma arte que tem vindo a perder adeptos.
Percorre o país de lés a lés.
Esteve cá hoje e voltará dentro dum mês. O casco do cavalo cresce em permanência e precisa de ser aparado.













E se o ferrador levou muitos coices ao longo da sua carreira, hoje a J. ficou com a marca da ferradura no pé. Coitadinha!

As minhas desculpas





Perante algumas mensagens recebidas por correio electrónico, quero apresentar as minhas desculpas a todas as pessoas que se deslocaram ao Jardim da Estrela com o intuito de conhecer ou voltar a ver o meu trabalho.
A viagem de sexta-feira para Lisboa, foi desmotivadora tendo percorrido 300 quilómetros debaixo de chuva. Acabei por ceder aos desejos da minha família, permancendo juntos durante o fim-de-semana.
Não podia prever a carga de humidade e fui desta forma obrigada a proteger os meus trabalhos caprichosos que são, deste mau tempo.

Dum padrão à manta

Passear de máquina fotográfica ao ombro.
Olhar em frente, para cima e para os lados.
Espreitar por trás das portas.
Espantar-se com o chão que pisamos e registar o momento.
Acabo por coleccionar padrões tão diversos e este, viu a luz na forma duma manta.







Aproveitei a merenda nas palheiras para a fotografar.
É um quadrado em patchwork de 1,30 m., inteiramente alcochoado à mão. O verso é uma bonita toile de Jouy. O enchimento e a manta são 100 % algodão.

A manta, como estas têtes de nègre, seguem comigo para a feira Craft & Design no Jardim da Estrela este fim-de-semana, em Lisboa.
Uma oportunidade para as verem de mais perto.
Apareçam!