Uma feliz parceria

Uma feliz parceria Uma feliz parceria Uma feliz parceria À frente da marca Montanhac estão a Joana e o Paulo, um simpático casal que um dia tiveram a ideia de criar uma parceria com a Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola. Sobre a pele duma mala ou duma mochila, uma bolsa foi aplicada. Tecida em lã pelas tecedeiras da vila, a bolsa reproduz os famosos padrões das mantas alentejanas. Todas as iniciativas são para serem louvadas sobretudo quando se trata dum projecto nascido em Mértola, com o cuidado devido em salvaguardar as tradições. A produção fotográfica é caseira. O meu contributo para o pontapé de saída desta nova marca. As malas serão apresentadas na Feira Internacional de Artesanato (na FIL de 25 Junho a 3 de Julho) no stand da tecelagem de Mértola. Montanhac tem uma página aqui. Divulgar também é uma forma de ajudar. Em Lisboa ou em Mértola, apareçam!

Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar

Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar Tricotar para usar, encabeçar, reciclar e reutilizar Volta e meia regresso à Cooperativa de Tecelagem de Mértola. Gosto de ver as tecedeiras em actividade, de ouvir o bater do tear neste espaço museológico. Na minha última passagem enamorei-me dumas meias de algodão. Os dois primeiros pares chamaram-me a atenção, pelo comprimento, pelas cores e pela beleza dum trabalho feito e tricotado à mão. Houve um tempo em que as mulheres não usavam calças para ceifar ou para mondar. Calçavam meias de algodão até a altura das coxas, presas por elásticos ou por fitas de nastra debaixo das saias. Mais tarde, com o aparecimento das calças, as meias passaram a ser usadas mais curtas. Com o tempo, o uso e as lavagens (não havia máquina de lavar a roupa) as meias iam perdendo a cor e ficando gastas, sobretudo nas partes do calcanhar e eram parcialmente desmontadas para voltarem a ser tricotadas com um fio novo. Não se tratando dum remendo, chamavam-lhe "encabeçar a meia". É por esta razão que uma grande parte das meias acabam por ter várias tonalidades. Chegam às mãos das tecedeiras de Mértola pares de meias de algodão que pacientemente vão desfazendo para criarem novos novelos que, mais tarde, serão tecidos para dar forma a novas toalhas. O fio extraído da meia apresenta-se matizado, conferindo à peça tecida cores subitamente tão bonitas e únicas. Utilizar, reciclar, reutilizar.

A roca de alfazema

A roca de alfazema Não dispenso uns pés de alfazema. É uma planta que me fascina pela sua forma, a sua cor, pelo seu volume, o seu perfume e até a azáfama das abelhas e o som que elas produzem. São as memórias da minha infância que surgem cada ano nesta época. As rocas permitem prolongar estas memórias durante o correr das estações, perfumando gavetões e armários. Trazem sol em dias de chuva e de frio. Fazer uma roca é relativamente simples. Requer paciência e a vontade de a fazer. Não há idade e ainda é melhor se fizerem participar os mais jovens nessa tarefa. A roca de alfazemaA roca de alfazema A roca de alfazema A roca de alfazema A roca de alfazema A receita É preciso colher a alfazema na altura em que se fará a roca porque, uma vez seca, já não é flexível. Escolher uma quantidade de ramos, cuja divisão por 2 dê um numero impar (ex: 38:2=19). Limpar o caule e juntá-los para formar um ramo. Atar juntamente com a extremidade da fita escolhida, com o fio do norte. Para fazer as duas ou três voltas seguintes com a fita, utilizo um copo colocando o ramo do avesso e vou baixando o caule da alfazema em redor do copo. A seguir, pego na fita e vou tecendo dois a dois os ramos (a fita passa, ora para cima, ora para baixo). Após as primeiras voltas terem sido dadas, pego na roca, abato os ramos encerrando as flores, aperto a fita e continuo a dar as voltas necessárias até sentir que toda a alfazema ficou presa no seu interior e dou um nó. Após uns dias, a alfazema ao secar pode encolher e por vezes é necessário esticar a fita trançada. Para isso, basta desfazer o nó e voltar a ajustá-lo.