O legado etnográfico da Vidigueira

O legado etnográfico O legado etnográfico O legado etnográfico O legado etnográfico O impulso e o motivo de ir até a Vidigueira era para fazer uma surpresa à C. que naquele dia fazia mais uma prova de natação no âmbito do desporto escolar. Passando por Beja, arrastei comigo a irmã. Não fazendo a mínima ideia onde poderiam estar as piscinas, demos de caras com o Museu Municipal, instalado no antigo edifício da Escola Primária Vasco da Gama. Escusado será dizer que não fomos às piscinas, nem vimos a C. porque a visita sugou-nos uma boa parte da tarde. O museu está muito bem articulado. Não faltam os aspectos da vida privada (a casa era o mundo da mulher) como da vida económica sobre as suas diversas formas no século passado a nível do Concelho. Um precioso legado etnográfico que merece um desvio pela Vidigueira! (Deliberadamente publico somente fotografias de alguns dos muitos taleigos em exposição).

O cabaz

Um cesto, um cabaz Taleigos e pegas Trevo de quatro folhas Para assinalar a abertura da nova página do azeite do Valle da Velha, decidimos em família propor-vos um cabaz que é representativo do que a Xuxudidi produz neste momento. Num cesto de cana, acabadinho de ser feito pelas mãos do Mestre João, selecionamos uma garrafa do nosso azeite; um taleigo ou uma pega "tête de nègre" à sua escolha e um pin para colocar em qualquer roupa ou acessório, um bonito trevo de quatro folhas em prata, trabalhado à mão pela Matilde para desejar um Bom Ano 2016. Com a compra do cabaz, oferecemos os portes de envio!

Os indisponíveis

Os indisponíveis Uma mão cheia delas Os indisponíveis Para contrariar a tendência actual de que nada se vende, tenho passado bastante tempo à frente da máquina de costura para responder às diversas encomendas. Assim como os taleigos de diferentes tamanhos, as têtes de nègres também estão indisponíveis!

Parceria

A espiga Parceria A primeira pregadeira da M. feita em prata é digna de ser fotografada, até porque trata-se duma prenda e é importante para ela fazer o registo das peças que vai desenvolvendo. A espiga renasce depois do longo Inverno, elemento fundamental e tradicional do outrora Alentejo profundo. A bolsa é o embrulho possível, uma parceria entre mãe e filha!

Fatias de pão

"Pinga-amor" Fatias de pão Fatias de pão Fatias de pão No restaurante da minha aldeia come-se debaixo da azinheira, voam pássaros e borboletas e uma cegonha faz o ninho. O restaurante da minha aldeia serve fatias de pão dentro de pequenos taleigos mas volta e meia desaparecem! Fiz 6. Os dois primeiros, a pensar na noite dos namorados. Os outros, por incrível que parece, foram inspirados pela clientela que ali passa. Na minha aldeia, só há um restaurante, o Al Andaluz. Não há que enganar! Fatias de pão

O taleigo do “Santo” António

O taleigo do "Santo" António O taleigo do "Santo" António É o primeiro taleigo "masculino" que eu faço. Na verdade nunca tinha pensado na questão do sexo na utilização dos tecidos, mas hoje, acordei convicta que o "nosso" António estava a precisar dum novo taleigo porque é homem de ir buscar o pão para a família e os amigos. Não consigo imaginá-lo nas ruas da vila com um taleigo às flores. Uma prenda de aniversário para quem se preocupa com as questões ambientais.