Pontos de venda

Pontos de venda Hoje fui entregar um cesto cheio de rocas de alfazema na Handcolor que tem um espaço pequeno mas acolhedor em Mértola. Se a vila não faz parte do vosso roteiro, também as há no Funchal na Sous ou simplesmente pode passar por aqui. O perfume da alfazema traz sol em dias de chuva e de frio.

Junho

Como se fosse modista Dans ce petit jardin qui est le mien As primeiras rocas Junho Quase The other one E sem dar por mim, o mês está a acabar. Junho sempre foi um mês intenso em actividades ligadas às plantas aromáticas que só recolherão os seus frutos quando o Inverno chegar. Todas as madrugadas, ou quase, dediquei-me com muita paciência a fazer as rocas de alfazema. Embora o passo-a-passo tenha sido publicado o ano passado, convido-vos a fazê-las porque a alfazema é uma planta com propriedades extraordinárias. Respirar a sua fragrância adocica os dias, no ano todo! Para fugir ao calor das tardes, ou quase todas, recolhida no atelier, andei à volta dos tecidos para fazer umas blusas frescas para cada uma das minhas filhas. É com elas que agora iniciamos o Verão!

Uma braçada de nabos

Uma braçada de nabos Conheço um hortelão perto de casa que cultiva em modo biológico. Telefono-lhe quando preciso de verduras e ele diz-me o que está pronto para ser colhido. Os meus olhos e as minhas mãos não fazem a escolha preliminar como aconteceria na praça. Portanto na hora da entrega fiquei assustada com o tamanho dos nabos. Com o primeiro, fiz um sumo partilhado entre todos. Normalmente acrescento na centrifugadora umas maças não tratadas mas infelizmente não as tenho por perto. O segundo foi apreciado igualmente cru, de tão doce que era, cortado finamente aos gomos, uma espécie de aperitivo enquanto salteava o último. Qui mange du navet gagne une année! o que traduzido seria "Quem come um nabo ganha um ano!"

Pensar a médio prazo

Pensar a médio prazo Sobre o signo do Leão Pensar a médio prazo Dou por mim já no mês de Maio. O pedúnculo da alfazema já está a atingir proporções generosas e dentro dum mês, sensivelmente, estarei a colhê-las e a transformá-las. Do ano passado, sobrou-me uma mão cheia em granel. Resolvi fazer uns colares com cheirinhos para apaziguar ou perfumar. Alguns estão aqui. Suspiro com a ideia que daqui a quatro meses haverá novas mudanças em casa. Como demoro na realização dos meus trabalhos e como tenho forçosamente de pensar a médio prazo, impus-me alguma disciplina. Coso durante o dia e ponho-me a tricotar durante a noite. O cesto segue-me para todo o lado. É um hábito, uma forma de estar. Quanto ao seu conteúdo, voltarei a falar nele mais tarde. Ainda tenho o verão para o acabar. Ontem dei o último ponto numa nova almofada. Baseada nesta, a constelação anda à roda do Leão e vai ocupar o quarto de um menino.

Na minha redoma de sol

O meu mar Como borboletas Como borboletas Tenho estado, nestes últimos dias, a ver a meteorologia para o próximo fim de semana. Apetecia-me levar a família a fazer um piquenique, aventurar-nos por serras mas será possível que vivo numa redoma de sol e que à minha volta haja somente chuva? O Inverno passou, sem que os pingos de chuva enchessem de água a minha praia ou regassem as searas que rastejam por entre as terras de xisto. O vento seca qualquer ameaça de chuva. No barranco do lavadoiro da aldeia, as borboletas aquáticas persistem em águas estagnadas. Abril, águas mil?

Esplendor no prado

Esplendor no prado Esplendor no prado Esplendor no prado Todos os anos, por esta altura, este prado em particular muda de tonalidade para ganhar uma cor avermelhada, rúbea. É um contraste com as terras vizinhas onde predominam os verdes e os brancos das Margaças e das Estevas em flor. Colhi a planta para em casa, procurar o seu nome. Dizem que a Rumex bucephalophorus é uma planta comestível. As pessoas da aldeia e com mais idade comiam as folhas em salada porque houve épocas de grande fome. Lembram-se do seu sabor ácido. Dão-lhe o nome de Erva ácida ou Azedinha. Mas tem outros nomes comuns como Azedinha-do-cão, Azedinha-falsa, Falsa-azedinha, Azedão, Labaças ou Catacuzes. Em francês, dão-lhe o nome de Oseille tête-de-boeuf e em inglês, Horned dock. Enquanto não provar a folha, como-a com os olhos!