tue-tue

tue-tue tue-tue tue-tue É muito curioso o fenómeno da blogosfera e das relações que se vão tecendo. As minhas filhas também não são imunes. Partilho com elas alguns dos blogs que são inspiradores. Sabem o nome e de vez em quando perguntam por eles. Também sinto esta noção de perda, quando por alguma razão os autores despedem-se. Uns apagam de vez o passado relatado, outros deixam impresso uma sombra que com o diluir do tempo passa para a pasta dos arquivos. tue-tue é para nós, um blog de referência por vários motivos. Sem pretenção, cheio de criatividade. As miúdas devem à Débora, a infinita possibilidade de criar livremente à volta do playmobil. O fim-de-semana passado, a J. transformou uma simples caixa de vinho numa caravana no meio dum prado, com um rio a passar ao fundo e nas suas margens, uma zona de lazeres. Algumas das árvores são o reaproveitamento das serpentinas do Carnaval; os reflexos da água, uns tecidos. Conhecem o metro*subway, feito a partir duma caixa de ovos? E a casa do macaco? O lindo barco? A pipi das meias altas? O castelo? A loja das flores? O guindaste? O aeroporto? O zoo? O swimming pool? A estação de comboios e este fabuloso mercado, para não me alongar mais! tue-tue é como um livro que sem dúvida fica como referência da infância das minhas filhas. Queriamos cantar com ele os Parabéns! tue-tue tue-tue

É tempo!



A C. veio almoçar a casa.
Uma pausa nas tarefas a que a época nos obriga e em que sabe tão bem estar no jardim.
Momentos privilegiados em que pai e filha exercitam os dotes do jogo de xadrez, porque é preciso praticar para arranjar estratégias na vida. Aprendizagem lenta, mas acreditamos ser também um exercicio mental e uma excelente escola.



Do jardim, não vejo o fim, mas vou fazendo, dando prioridade à apanha das cerejas, antes que os pássaros as comam, o mesmo para os morangos.
Colhi igualmente o estragão para secar.
E a ciboulette é tanta que fará um bonito ramo, como as do ano passado.

Silêncios

Formas

Devagar, muito devagarinho, retomo o metro, a régua, o esquadro, o lápis sem esquecer a borracha!
Sinto um profundo silêncio com o qual tenho dificuldade em acostumar-me.
A casa sem as crianças, não é a mesma casa.
Quando elas entraram para a escola, há uns anos, não soube muito bem gerir o tempo. Parecia não saber aproveitá-lo. O isolamento, a ausência dos amigos, longe das minhas actividades favoritas foram determinantes na escolha de uma aprendizagem. Precisava de agarrar algo que permitisse realizar-me, sem sair de casa.
Desta forma, o corte e costura pareceu-me a opção certa no momento certo.
É o sonho delas, verem um dia nascer algo de muito especial e único, só para elas.
As minhas filhas são o meu incentivo!

Blockgame

No silêncio da casa, apanho fragmentos de brincadeiras como este jogo de mosaicos que diverte tanto os pequenos como os grandes, um leque infinito de criatividade.

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Partilhar Silence , um maravilhoso trabalho de design e de fotografia da dupla Zoe Miller e David Goodman, que entre outros livros publicaram Shape para os mais novos. Sumptuoso!

O móvel

Adoro quando as minhas histórias se tornam verdadeiras anedotas.



Das férias, rápidamente vou dizer, que há um ano atrás, planeávamos passar o verão de 2008, no Brasil.
O pretexto... um casamento em Setembro. Partir fins de Junho, Julho e regressar na primeira semana de Setembro. O custo, para uma família numerosa, ficava assim diluído. As coisas não correram assim tão bem devido ao aumento exorbitante do kerosène... e ficamos pela vontade de percorrer a França profunda à procura de tão esperado armário de noivado, tipíco naquelas paragens e que ficava tão bem na nossa casa. Também não fomos, por motivos vários...



Esta semana, num passeio a Sintra, descobrimos um banco igual a mobília das bonecas que há muitos anos atrás tinha pertencido à Mutti. A mobília não sendo portuguesa, foi um espanto encontrar o banco e já se fala, por casa, de fazer umas almofadas para o tornar mais aconchegado.
Quando a minha mãe deixou de ser criança, usou o armário como guarda jóias, antes de o passar para as mãos das netas.
Por isso as coisas perduram, inovando no tempo certo, para recuperarem a sua função inicial.
Quanto a mim, a missão foi comprida.
Comprei um móvel.
Mesmo se não era bem isso o que procurava!

Arrumações





Elas vão crescendo, os brinquedos vão encolhendo.
Foi hoje!
Para guardar... à direita, direitinho ao sotão. Para os filhos delas, talvez para os netos.
Para dar... à esquerda. À amiga da Ju, que só tem uma boneca, e para todos aqueles que não têm a sorte delas.
Ao meio, para deitar fora porque já não são nada.
E mesmo assim, foi muito pouca coisa.
Afinal, elas vão encolhendo e os brinquedos voltam ao que eram.



Elles grandissent, les jouets rapetissent.
C'était aujourd'hui.
Garder? A droite. Tout droit dans le grenier. Pour leurs enfants, peut-être pour les petits-enfants.
Donner? A gauche. A l'amie de Ju. qui n'a qu'une poupée, et pour tout ceux qui n'ont pas cette chance.
Au milieu? A la poubelle parce qu'ils ne sont plus.
Et même comme ça, il y a eu peu de choses.
Finalement, elles rapetissent et les jouets reprennent leur véritable taille.