Fim-de-semana urbano







"Poderíamos viver em Lisboa, Maman?"
"Se vivessemos na cidade, não teríamos todos os nossos animais, nem esse grande jardim ao sair de casa..."
"Mas em casa não podemos andar de patins!"

À nossa volta, caminheiros do asfalto, jogadores de bola, ciclistas, patinadores e tantos outros desportistas batalham o espaço verde à beira do rio Tejo, mesmo por baixo da Ponte Vasco da Gama.


...



A partir do dia 27 de Novembro até 14 de Dezembro a Visual Street Performance ocupará um edifício antigo, em condições semi-devolutas e desocupado, na Rua do Norte no 103/105, no Bairro Alto, em Lisboa.
Uma oportunidade para ver um dos maiores eventos da Arte Urbana onde não vão faltar a música, sessões de pintura e graffiti, debates sobre a intervenção no espaço público, projecção de filmes ligados à temática do graffiti e arte urbana, workshops, orientação e interacção artística.

Desencantos



Mergulhámos, numa manhã, pelas ruas desertas do Bairro Alto. O bairro cheirava a ressaca. Numa tentativa de mostrar às minhas filhas fragmentos do meu passado... senti-me ultrapassada, procurando alguma estética, encontrando o caos.

Fomos penetrando a cidade de Lisboa, a procura de um pouco de história, explicando o Terramoto de 1755, a reconstrução da Baixa Pombalina, subindo, por fim, Alfama.
Encontramos isto e isto, num misto de surpresa e de tristeza.

Do graffiti, tantas histórias, defendo a sua arte, sim, mas não sobre estas formas, abafando outras artes arquitectónicas.

Descendo devagarinho para o Martim Moniz ainda ouvimos a canção "cheira bem, cheira Lisboa" da Amália Rodrigues que em coro, elas fizeram questão de alterar a canção.

Da boca das crianças sai a verdade!