Por trás dos montes

Por trás dos montes Por trás dos montes Por trás dos montes Por trás dos montes Jamais poderei esquecer o ano de 2016. Foi um ano muito duro onde fomos postas à prova. Houve muitas emoções e esperanças. Houve fraquezas e uma imensa tristeza. Desejar manter os meus compromissos até ao fim do ano obrigou-me a sair da minha zona de conforto, a me confrontar com a realidade. Para poucos dias, mas juntas, porque era isso que importava, fomos a Trás-os-Montes, junto ao Douro Internacional. Viajar fortalece os laços. O foco é único e a partilha é infinita. E tudo ajuda, os amigos, os encontros, os animais, a paisagem, a natureza. Estou infinitamente grata!

Um farol na ilha

Fomos ver os veleiros na ria A ida ao mar Uma casa na ilha Entre ria e mar Uma casa na ilha Um farol na ilha Há uns anos para cá, acentuou-se a necessidade de quebrar as rotinas escolares refugiando-me com a família à beira-mar. Retemperar as energias, esquecer os horários e fazer de conta que o carro não existe. É um luxo ir a pé ou de bicicleta até a praia. Como também considero um luxo ter espaço à volta da minha toalha e poder ouvir o vento e o quebrar das ondas fundindo-se nas minhas leituras ou pensamentos. Fujo das praias barulhentas. Estive quase duas décadas sem voltar à ilha. Um dia perfeito a ver passar os veleiros na Ria Formosa e os golfinhos no mar e um areal imenso só para os amantes da natureza. Sempre achei graça às casas, aos passeios e pequenos jardins. Pela primeira vez, não pernoitei lá. Apanhei o barco deixando para trás um farol na ilha.

A neve faz as pessoas felizes

A neve faz as pessoas felizes A neve faz as pessoas felizes A neve faz as pessoas felizes Prometi levá-la a neve. Afinal é só uma subida para a Serra desde casa até ao topo. Não gosto da confusão da Páscoa, dos carros, das multidões. Indo por atalhos, ao nosso ritmo, a paisagem encanta (sempre). Prefiro escutar o silêncio das altitudes, ouvir a neve derreter tombando dos ramos enregelados. Mas após várias paragens, era inevitável chegar à Torre e misturar-me entre todos. Nesse dia, apercebi-me que a neve tem o efeito de fazer as pessoas felizes.

Fazer voluntariado

Debaixo dum sol abrasador Fazer voluntariado Mãos à obra Fazer voluntariado Fazer voluntariado Ser estudante e não encontrar ainda respostas claras quanto ao rumo que há de dar quando ingressar para a faculdade, fazer voluntariado é permitir obter algumas respostas, participando, mexendo, escavando, observando e desenhando, como é o caso da M., junto da maioria dos estudantes em Arqueologia vindos do Porto para o Campo Arqueológico de Mértola. Durante duas semanas, debaixo dum sol abrasador, foram meticulosamente afastando a terra, varrendo o pó para descobrir achados extraordinários da história da Vila.

Sentir a Primavera

A bolsa A bolsa A bolsa A bolsa foi realizada a partir dum antigo colchão de lã. Aliada a tecidos contemporâneos, vai receber a leitura do momento. É a sugestão para a viagem que vamos efectuar. O leme para as próximas semanas é descansar. O Inverno foi longo, queremos agora sentir a Primavera. Até já!

Abençoado seja o pão

Abençoado seja o pão Abençoado seja o pão Abençoado seja o pão Abençoado seja o pão Abençoado seja o pão O pão é o elemento fundamental em qualquer refeição berbère. Durante os 3 dias que demorará o casamento, duas mulheres foram designadas para fazer o pão. Durante 3 dias, desde a manhã até ao cair da noite, amassam, estendem, cozem, tudo ao nível do solo. Debaixo das tendas, montadas para a ocasião, dezenas de pessoas reúnem-se à volta duma única travessa e o pão é partilhado entre todos (os homens e as mulheres comem separadamente). Não há talheres. O pão mergulha no molho, com os dedos desfaz a carne e é levado à boca. Não faltam as abluções antes e depois das refeições. Quando as centenas de convidados saem das tendas, as travessas estão vazias. Sobram sempre migalhas e pedaços de pão que, cuidadosamente serão retirados e guardados. Nenhum muçulmano deita o pão no lixo. Read More