Destes últimos dias

La poule #mosaicohidráulico #serpa Quando abri a gaveta do frigorífico! #mosaicohidráulico #serpa Não ando propriamente de máquina fotográfica ao colo mas vale a pena olhar para o chão que pisei hoje em Serpa, como a galinha que queriam entregar-me viva em sinal de gratidão ou a mensagem que a J. deixou no frigorifico, pela qual não posso ficar indiferente, mais uma almofada que me foi encomendada. Luísa

E vivam as férias!

E vivam as férias! Ao deixar aqui o meu testemunho, estarei a responder às numerosas mensagens que tenho recebido ao longo do ano. A escola não acabou, como começou, para a J. O esforço e a vontade são do mérito dela e daí vir dar-lhe os parabéns. O resto são meros instrumentos postos à sua disposição para a ajudar no difícil caminho da aprendizagem. O núcleo familiar, a estabilidade emocional e o amor, são fundamentais. Faz um todo! Em Setembro entrou para a escola neste pé. Até ao Natal ou seja, até ao fim do primeiro periodo, foi possível, não sem algo sacríficio, deslocar-nos ora até Lisboa ora até ao Porto, para fazer quinzenalmente a revisão necessária dos óculos prismáticos. Reconheço que apesar do investimento inicial não ser para qualquer bolsa, a revisão só se efectua nestas duas cidades, embora de forma gratuita, se bem que para as pessoas que residam longe destes dois grandes centros urbanos, torna-se penoso. De Janeiro até à Páscoa, abrangendo todo o segundo período, foi-me impossível efectuar as mesmas deslocações, a não ser esta. Rapidamente a J. deixou de usar os óculos por estarem desregulados. Além de incomodar, não estavam a favorecer o tratamento. E assim foi, praticamente até hoje! Acredito no efeito positivo do tratamento do Dr. Alves da Silva. Houve uma tomada de consciência quanto à rectificação de posições de postura. Ao longo do ano, a J. usou e abusou do leitoril, uma peça fundamental que deveria ser obrigatória nas escolas. A posição do sentar e do deitar, as palmilhas, o aparelho dentário (por causa do ranger dos dentes) e as lentes prismáticas são acessórios importantes para uma boa evolução do tratamento. A J., como qualquer criança, fez as provas de aferição (4º ano) e teve notas positivas, embora não tenha acabado a tempo as provas propostas. Começam as férias e com ela acaba um ciclo escolar. Sem dúvida, foi uma grande victória para a J. e também para nós!

Um dia em cheio

Um dia em cheio De 15 em 15 dias, deslocamo-nos ora para Lisboa, ora para o Porto para fazer a correcção das lentes prismáticas da J. É o mal de viver longe destes dois centros urbanos, o mal de quem não investe para o interior, mas os progressos sendo visiveis, vale a pena o esforço dos quilometros a percorrer. A viagem de hoje tinha outros contornos, aproveitando as Feiras Francas no Palácio das Artes para visitar a Rita, demos de caras com a Alice. E quando penso que umas horas antes, tinha sido com a Isabel e o J. Um dia em cheio!

Um leitoril para a J.

Um novo rosto para novas mudanças. Será? O regresso às aulas está para breve. A J. leva este ano na mochila um leitoril juntamente com as lentes prismáticas. Pequenas coisas vão mudar na vida dela, a começar pela correcção da postura. Deixa a medicação de lado (já là vão mais de 2 anos) e para nós é, sem dúvida, uma victória. Um novo rosto para novas mudanças. Será? Para quem se interessa pela dislexia e sobre a propriocepção, vale a pena ler "Levantam-se as carteiras!" e ouvir a entrevista na TSF do Dr. Alves da Silva.

O melhor para ela





Em véperas de provas de aferição em que as irmãs estão brindadas este ano, penso na J. porque para o ano, será a vez dela.

Ela fez imensos progressos e mesmo se está mais que confirmada a dislexia, continuo a achar que teve muita sorte em estar integrada numa pequena escola com um número reduzido de alunos na turma dela. Pergunto-me muitas vezes, o que seria dela numa escola dentro da cidade, com mais de 20 alunos por turma!
É uma pena que não haja perto de casa o Movimento da Escola Moderna. Seria sem dúvida o mais adequado para ela. Vale a pena seguir esta reportagem que ilustra as diferenças entre 3 modelos de ensino em Portugal.

Não vou desistir do projecto, de num dia próximo, abandonar a medicação. A Zélia ofereceu-me estas duas esferas feitas em crochet. Redescobri os benefícios de massajar o corpo duma criança e o poder de relaxar, acalmar e concentrar.



Ando à procura dum livro para ela, porque como qualquer criança disléxica ela tem relutância em querer ler o que atrasa a sua aprendizagem.
Teria de ser um livro muito apelativo ao nível da escrita em que uma palavra puxaria outra palavra e sem se dar conta, já estaria envolta na história.
Sugestões são bem vindas!

A silabinha







Foi um ano lectivo "sans relâche" para superar as dificuldades da J.
O ano passado, quando entrou no 1º ano do 1º ciclo, rapidamente nos demos conta que algo se passava e contra ventos e marés, a J. acabou o ano lectivo desfeita, deprimida, atrasada na aprendizagem da leitura e da escrita.
Descobríamos com ela a hiperactividade.





Uma nova escola, uma nova professora, novos colegas também e aos poucos, ela foi falando dela, das suas diferenças.
Tudo ajudou um pouco; o amor, o carinho e o apoio constante das irmãs, da família, da pequena comunidade que a aceitou e a integrou e sobretudo da professora, da equipa técnica e médica que ao longo do ano, todas as semanas com muita persistência demonstraram que é realmente possível desenvolver um trabalho de elevada qualidade em prol da sua recuperação.

Orgulhosa, vai entrar para o 3º ano. O novo ano espera-a, na mesma escola, com os mesmos colegas, com o mesmo apoio e uma nova professora.
Este ano também lhe foi confirmada a dislexia e com a professora, ela descobriu a silabinha.







Hoje acabei o par de meias que ao longo de praticamente todas as quintas-feiras fui tricotando nas salas de espera, como também estas todas.
Estas meias vão para o avô que hoje faz anos, mas antes de mandá-las pelo correio a J. fez questão de me contar uma história: Era uma vez a Mamã que ia fazer com uma meia perdida... uma silabinha"



JOY-EUX A-NNI-VER-SAI-RE GRAND PÈRE!