Uma braçada de nabos

Uma braçada de nabos Conheço um hortelão perto de casa que cultiva em modo biológico. Telefono-lhe quando preciso de verduras e ele diz-me o que está pronto para ser colhido. Os meus olhos e as minhas mãos não fazem a escolha preliminar como aconteceria na praça. Portanto na hora da entrega fiquei assustada com o tamanho dos nabos. Com o primeiro, fiz um sumo partilhado entre todos. Normalmente acrescento na centrifugadora umas maças não tratadas mas infelizmente não as tenho por perto. O segundo foi apreciado igualmente cru, de tão doce que era, cortado finamente aos gomos, uma espécie de aperitivo enquanto salteava o último. Qui mange du navet gagne une année! o que traduzido seria "Quem come um nabo ganha um ano!"

Esplendor no prado

Esplendor no prado Esplendor no prado Esplendor no prado Todos os anos, por esta altura, este prado em particular muda de tonalidade para ganhar uma cor avermelhada, rúbea. É um contraste com as terras vizinhas onde predominam os verdes e os brancos das Margaças e das Estevas em flor. Colhi a planta para em casa, procurar o seu nome. Dizem que a Rumex bucephalophorus é uma planta comestível. As pessoas da aldeia e com mais idade comiam as folhas em salada porque houve épocas de grande fome. Lembram-se do seu sabor ácido. Dão-lhe o nome de Erva ácida ou Azedinha. Mas tem outros nomes comuns como Azedinha-do-cão, Azedinha-falsa, Falsa-azedinha, Azedão, Labaças ou Catacuzes. Em francês, dão-lhe o nome de Oseille tête-de-boeuf e em inglês, Horned dock. Enquanto não provar a folha, como-a com os olhos!

A festa começa sempre na cozinha

A festa começa sempre na cozinha Quando faço bolos é porque há festa. Mas para mim a festa começa na cozinha quando se misturam os ingredientes e os aromas espalham-se pela casa. Quando as minhas filhas eram mais pequenas, não tardavam chegar à cozinha e perguntavam o que fazia. Não descolavam da mesa de trabalho até conseguir raspar as malgas e utensílios de cozinha. Era uma festa! Agora o bolo está feito. A casa permanece silenciosa e não vejo a hora de elas disputarem as migalhas. O brownie merengado foi feito seguindo a receita de Lume Brando. Há receitas divinais para todo o tipo de refeições.

Um rösti para acabar com as sobras

Um rösti para acabar com as sobras Um rösti para acabar com as sobras Tudo se reaproveita. Com a sobra das batatas cozidas com a pele duma refeição anterior, fiz um rösti. Raspadas a frio com cebolas raladas, temperadas com noz de moscada, sal e pimenta, saltearam na frigideira dum lado e de outro. É um manjar quente, aconchegante para os dias de frio.

A abóbora, minha rica panela!

A abóbora, minha rica panela! A abóbora, minha rica panela! A abóbora, minha rica panela! A abóbora, minha rica panela! Esta manhã esventrei a abóbora das pevides e fios interiores e deitei lá para dentro os legumes que tinha à mão (acrescentei cebolas e batata doce que não aparecem na fotografia). Poderiam ser outras coisas, aliás a receita original já tinha sido publicada aqui mas na realidade tudo é possível cozinhar nela. Basta um pouco de imaginação… Esta será o nosso jantar!