2 vestidos para 2 princesas

À espera da prova Ju. À espera da prova No fim de semana passado, levei para Lisboa os 2 vestidos que prometi realizar para elas. Precisavam duma prova mas a Ju. nem esperou e com bainhas por fazer, andou o dia todo com ele. Os modelos são japoneses. O primeiro figura na capa deste livro. O vestido "trapeze" é muito versátil e acho que vou adoptar o modelo para trabalhar no atelier. O segundo vem deste livro e achei uma feliz coincidência ver a Francesca pegar no mesmo livro, na mesma semana, para ambas nos inspirarmos nele. A flanela é portuguesa, de óptima qualidade e foi comprada na Retrosaria.

Ausente

La couleur des haricots Remendos Branco 15 dias longe de casa, longe do "atelier", longe de me sentar para escrever umas linhas mas mais perto das minhas filhas que se instalaram definitivamente na capital. Houve um fim de semana em que juntei as 3 irmãs e juntas fomos a Folio de Óbidos. Cruzamos a Zélia, a Rita e conheci finalmente a Rute. Vi a semana a passar a um ritmo alucinante, numa cidade frenética. Para colmatar a falta duma cantina na nova escola da Ju. (confesso, a alimentação é algo que me preocupa), procurei perto de casa delas, no comercio local, produtos de qualidade a preço justo. Foi num acaso dos meus passeios madrugadores, seguindo de perto umas velhotas que surpreendi-me com uma mercearia de bairro, gerida por uns chineses, com leguminosos frescos e frutos de época, todos (ou quase) de origens portuguesas. Não fazia ideia que se produz em Portugal umas mangas, certa muito pequenas mas deliciosamente boas! No fim de semana passado, foi a vez de juntar a família, com os avós também. Uma viagem a sul, tempo para uma refeição, desfrutando dum sol convidativo à beira mar. Antes de regressar para o sossego das grandes planícies alentejanas, remendei o blusão de ganga e deixei ficar uma almofada construída à partir de restos de algodões brancos. Ando a construir os meus dias. A redefinir os meus próprios objectivos. Ser mãe presente mas a distancia não está a ser fácil!

Junho

Como se fosse modista Dans ce petit jardin qui est le mien As primeiras rocas Junho Quase The other one E sem dar por mim, o mês está a acabar. Junho sempre foi um mês intenso em actividades ligadas às plantas aromáticas que só recolherão os seus frutos quando o Inverno chegar. Todas as madrugadas, ou quase, dediquei-me com muita paciência a fazer as rocas de alfazema. Embora o passo-a-passo tenha sido publicado o ano passado, convido-vos a fazê-las porque a alfazema é uma planta com propriedades extraordinárias. Respirar a sua fragrância adocica os dias, no ano todo! Para fugir ao calor das tardes, ou quase todas, recolhida no atelier, andei à volta dos tecidos para fazer umas blusas frescas para cada uma das minhas filhas. É com elas que agora iniciamos o Verão!

Memórias

Memórias Taleigo "Memórias" Taleigo "Memórias" Não encontrei propriamente uma solução para dar uso aos tecidos antigos que colecciono. Em vez dos ver dobrados e amontoados e uma vez que quero apreciá-los no meu dia-a-dia, resolvi fazer uma manta destes grandes retalhos para poder ver os padrões no seu inteiro. Há detalhes nos motivos florais, como o do pássaro que perderia o romantismo se massacrasse o tecido ao cortá-lo aos quadrados como numa manta de retalhos convencional. Como não gosto de desperdícios, tudo se reaproveita. A razão pela qual fiz o taleigo "Memórias" e que está disponível na loja. Que não restem dúvidas. Todos os tecidos já foram utilizados. Num ou noutro encontramos vestígios da utilização no passado, noutros ainda se notam as marcas dum acolchoado anterior, mas estão em excelente estado de conservação. Em nada retiram beleza aos tecidos. Assumem-se, dando agora forma a um novo taleigo.

Pensar a médio prazo

Pensar a médio prazo Sobre o signo do Leão Pensar a médio prazo Dou por mim já no mês de Maio. O pedúnculo da alfazema já está a atingir proporções generosas e dentro dum mês, sensivelmente, estarei a colhê-las e a transformá-las. Do ano passado, sobrou-me uma mão cheia em granel. Resolvi fazer uns colares com cheirinhos para apaziguar ou perfumar. Alguns estão aqui. Suspiro com a ideia que daqui a quatro meses haverá novas mudanças em casa. Como demoro na realização dos meus trabalhos e como tenho forçosamente de pensar a médio prazo, impus-me alguma disciplina. Coso durante o dia e ponho-me a tricotar durante a noite. O cesto segue-me para todo o lado. É um hábito, uma forma de estar. Quanto ao seu conteúdo, voltarei a falar nele mais tarde. Ainda tenho o verão para o acabar. Ontem dei o último ponto numa nova almofada. Baseada nesta, a constelação anda à roda do Leão e vai ocupar o quarto de um menino.