Limões ‘confitados’ em azeite

Limões "confitados" em azeite Limões "confitados" em azeite Limões "confitados" em azeite Existem inúmeras receitas de tajines com limões "confitados" (não encontro melhor palavra para traduzir do francês "citron confit"). A maior dificuldade era conservar os limões para poder realizar a tajine. Experimentei duas formulas e no Domingo de Páscoa, cozinhei o borrego com os limões "confitados" no azeite. Tenho alguma dificuldade em descrever os paladares do cozinhado mas, sem sair de casa, senti-me transportada para Marrocos. Posso agora revelar a formula já que correu tudo muito bem!

LIMÕES 'CONFITADOS' EM AZEITE

5 ou 6 limões não tratados 3 cravinhos da índia 1 folha de loureiro azeite sal grosso Escovar e lavar os limões debaixo da água e em seguida, secá-los. Cortar em rodelas grossas eliminando as extremidades. Deitar o sal de cada lado das rodelas e colocá-las numa peneira inoxidável para regurgitar pelo menos durante 4 horas. Passado esse tempo, limpar as rodelas com a ajuda dum papel absorvente, colocar os cravinhos da índia em 3 delas e guardá-las num recipiente de vidro muito bem lavado. Acrescentar a folha do loureiro e deitar azeite até cobrir totalmente os limões. Fechar o recipiente e guardá-lo na parte baixa do frigorífico ou num local fresco ao abrigo da luz. Esperar pelo menos 10 dias antes de os consumir.

Conservar limões

Conservar limões Conservar limões Conservar limões Conservar limões Conservar limões Conservar limões Depois de ter recebido um cesto cheio de limões e de ter tido excelentes sugestões quanto ao uso a dar-lhes, optei por fazer algumas conservas em sal e outras em azeite. O famoso Limoncello da Francesca não foi esquecido, já que temos aguardente bagaceira de produção familiar e caseira. Sobre as conservas de limões, optei por conservar uma parte no sal por ter as salinas de Castro Marim nas proximidades. Embora tenha que esperar cerca dum mês antes de poder consumi-las, imagino já as diversas possibilidades para acompanhar uns peixinhos ... Também conservei alguns limões em azeite, visto que produzimos este delicioso elixir. Estarão prontos para consumo na Páscoa, quando fizer uma tajine. Virá mesmo a propósito! Como é a primeira vez que estou a elaborar estas receitas para conservar limões, ainda não posso falar do resultado. Demoram a macerar, mas quando for a altura de os cozinhar, voltarei a falar deles.

Conservar (V)

O doce de pêra O doce de pêra No cesto estavam as últimas pêras de Agosto. Aproveitei a estadia dos meus pais para, numa cozinha a quatro mãos, fazer o doce de pêra da minha infância. Para cada quilo de pêra, a Mutti acrescentou 700 gr. de açúcar. Para os 3 quilos de pêra, curtou 2 paús de baunilha em pedaços pequenos . O todo macerou durante umas 12 horas ao fresco. De manhã cozeram em lume brando. Um momento mágico onde os cheiros subtis perfumaram a casa. Depois é só escolher o método de conservar. Para conservar os doces, uso tanto este método como este e este, mas o meu preferido é certamente aquele que vou agora explicar. É um método ainda utilizado em França e não só, mas que perde adeptos porque o doce dificilmente viaja ao invés deste. Mas têm uma característica que aprecio bastante, tal como o vinho, vai amadurecendo e afinando com o envelhecimento. Depois de 2 ou 3 anos, o doce fica mais sólido, perdendo da sua massa líquida e se tal acontecer, bastará acrescentar um pouco de chá quente na altura de consumí-lo. O método de conservar é portanto simples. Quando o doce ainda está quente, coloca-se uma folha de papel celofane cuja superfície foi previamente humidificada. Estica-se muito bem pelos 4 cantos do papel e coloca-se um elástico à volta do frasco. Nunca consegui encontrar as embalagens à venda em Portugal, mas curiosamente estão disponíveis aqui. O doce de pêra

Conservar (IV)





É tempo deles. Marmeleiros é o que há mais e há quem os compre por 0,10 cêntimos o quilo, para depois vê-los à venda em supermercados 290 x mais o seu preço inicial ou seja a 2900% mais. A diferença abissal entre o produtor que recebe 0,10 cêntimos e o distribuidor que os vende a 2,90 €.





Há duas semanas fiz marmelada e geleia também. A geleia conservei-a logo desta forma.
Deixei secar a marmelada ao sol durante este tempo. Hoje, com ajuda da C., que andou a recortar a forma das tigelas num papel vegetal, procedi à sua conservação.
É um metodo muito antigo que continuo a aplicar. Consiste em colocar um pouco de aguardente à superficie da marmelada, retirar o excesso e colocar de seguida o papel vegetal previamente cortado, afastando o ar do centro. Repetir esta última operação (retirar o ar) nos próximos dias.

Gosto muito deste método de conservação porque permite à marmelada envelhecer com certa subtileza. Faço grande quantidade dela para consumir ainda este ano com o requeijão da região, como também para oferecer aos amigos que por cá passam. O resto será consumido no ano seguinte. Garanto que será ainda mais saborosa.
Tal como o vinho, a marmelada também bonifica com o tempo.

Conservar (III)

Entre tanta fruta e diversos métodos de conservar os doces (e ainda haverá muito mais a dizer sobre este assunto), os feijões foram os primeiros a aparecer em grandes quantidades no nosso jardim.
O feijão de vagem verde é de "subir" como cá dizem, trata-se duma trepadeira.
O feijão de vagem branca é "moxo" ou seja rasteiro.



Das vagens fiz conservas, porque é possível conservar todo o tipo de leguminosos.
Todas elas foram pré-cozidas em águas salgadas durante alguns segundos.
Utilizei dois métodos de conservar.

O primeiro, após o seu total arrefecimento e secos, foram condicionados em sacos de congelação, identificados e datados.







Mas o método que mais aprecio é o sistema do Familia Wiss.
Nos frascos de vidro coloquei as vagens, enchi-as de água, fechei com a tampa hermética e a tampa de enroscar e dentro duma grande panela dispus os frascos todos, totalmente submersos.
Em cima do fogão, ferveram até chegar aos 100º e mantive a temperatura durante hora e meia. Existe também um tutorial aqui.

Estas conservas vão estar arrumadas ao abrigo da luz e do calor e serão consumidas ao longo do ano.



No nosso jardim, os feijoeiros continuam a dar vagens. Alguns para consumir na hora, enquanto vagem tenrinha, os outros secarão para criar feijão sêco.
E aqueles que não forem consumidos ao longo do ano, serão semeados em Abril, de preferência no quarto minguante!

Conservar (II)

A Dona E. bateu à porta para me oferecer uns bons quilos de morangos. Foram tantos este ano e eu contente por voltar a fazer mais uns doces porque o Inverno é sempre longo e que a época deles é muito curta.





Aproveito a ocasião para apresentar outra maneira de conservar os doces.
Este método é também simples e ao contrário do outro, o método de conservar faz-se a frio. Traz uma grande vantagem porque pode verificar-se imediatamente se o doce está feito e no caso de estar ainda muito líquido, voltar a cozê-lo.

Quando o doce está pronto, deve-se colocá-lo de imediato no frasco e deixar arrefecer toda a noite, protegido por um pano bem limpo.
Na manhã seguinte, derreto a parafina em banho-maria, lentamente (é um produto inflamável) e a quente, verto sobre o doce formando uma espessura de meio centímetro.
Quando a parafina arrefece, ela solidifica-se e forma naturalmente um tampo hermético.
Para melhor proteger a parafina do pó, podemos colocar um tecido ou um papel.



Para consumir o doce, basta colocar o dedo numa das extremidades do tampo fazendo uma ligeira pressão e a parafina sai.
A parafina é reutilizável, por isso ela é recuperada e lavada.