Mudanças

Mudanças [parte1] Ver para crer Até à exaustão O laboratório das ideias Por muito que me habituei ao longo do ano da possível saída de casa de duas das minhas filhas, e agora que chegou setembro, acho que nunca estarei preparada. Tenho consciência que vou sentir um silêncio enorme e que vou ter de encontrar um novo foco. Mas por enquanto deixo-me levar pelos dias. O nosso verão, apesar de atribulado, foi passado à sombra duma laranjeira, salvando a palavra "velha" de mobílias esquecidas para poder dizer "como nova". Na cidade, até a pequena obra do apartamento deu-nos prazer em renovar. A cozinha "vintage" foi batizada de laboratório das ideias para que as jovens possam continuar a criar. E agora, há que fazer a mudança!

Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II) Uns tesouros (II) Uns tesouros (II) Uns tesouros (II) Uns tesouros (II) Uns tesouros (II) Os meus tesouros podem não serem valorizados pelos outros. É por isso que o lixo, os lugares abandonados e até o mar fazem a felicidade de alguns como eu. E depois há também os amigos que retribuem sentimentos com um gesto, porque sabem do que realmente gosto. Os meus tesouros são pedras, vegetação, objectos que de alguma forma tanto enquadrar no meu quotidiano e dar-lhe nova vida, valorizando-os. É o caso duma estructura metálica que roubei ao mar. Bastou, com as mãos de fada da minha amiga Inês e com um cordel de sisal, devolver a simpatia a um pufe devoluto. Um vento forte trouxe-me uma vegetação, uma imensa bola com infinitos raminhos. Abraça uma lâmpada pendurada no tecto. O abat-jour faz sucesso! Os meus tesouros são as linhas, as fitas, os botões, os tecidos, tudo o que desperta em mim sensações e ideias. As caixas de madeira da Sandeman e Vaqueiro, acumuladas, abrigam estes caprichos. Os meus tesouro é o prato que uma vizinha da aldeia trouxe-me uma manhã porque achou o meu escaparate vazio de conteúdo. Tem os elementos que me são caros como a espiga no centro e em relevo no bordo.

Abriram-se novas portas

Abriram-se novas portas A Cocheira ❤ Atelier está finalmente pronta. Houve a inauguração do espaço com amigos e vizinhos. Doravante, vou tentar passar lá as manhãs. A porta não está totalmente aberta mas quem passar, poderá avistar a gata à espreita. Para aqueles cuja a distância é uma dificuldade, o site XuXudidi mudou de porta. De qualquer forma, são todos bem vindos!

Cocheira ❤ Atelier

O Outono da Xuxudidi vai ter direito a uma celebração! Quando fiz anos na Primavera, bati do pé. Se até então a minha vida fora uma constante luta, era tempo agora de recolher o que ao longo dos anos fui semeando. Anunciei que a cocheira entraria em obras e que seria naquele espaço que, finalmente, e em família, iríamos poder dar asas à criatividade. O Verão pareceu longo e o Outono chegou com a promessa do fim da obra. O Dia de S. Martinho pareceu-nos uma excelente data para dar início a um novo ciclo no projecto familiar xuxudidi. Quarta-feira, quando a noite se fará, as portas vão-se abrir pela primeira vez para receber amigos e vizinhos, e para juntos celebrarmos o Outono. São todos bem-vindos!

Uma casa na aldeia. Uma porta e duas janelas.

Uma casa na aldeia. Duas janelas e uma porta. Uma casa na aldeia. Duas janelas e uma porta. Uma casa na aldeia. Duas janelas e uma porta. A casa não se vê. Não é bem assim. Eu é que não dou por ela. Uma casa na minha aldeia. Uma porta, duas janelas. Na parede branca, uns números pintados em preto. A casa está à venda. Por insistência da amiga, acabei por ir visita-lá. A casa que fora da sogra. E recuei 25 anos. Esta mesma pontada no coração, uma sensação que raramente se manifesta quando entro numa casa desabitada. O mesmo sentimento, exactamente o mesmo de quando entrei pela primeira vez na casa que agora habitamos. Entrei na casa. Apreciei a luz. Movimentei-me nos espaços. Fui respirar o ar no quintal. Vejo o que mais ninguém vê. Imagino. Projecto. Esta também poderia ser a minha casa.

A obra

O meu despertar A manta do meu verão A cocheira entra finalmente em obras A cocheira entrou em obras. É nesse espaço que um dia terei uma porta aberta para a rua, um espaço onde finalmente poderei criar, fiar, trabalhar sem ter de arrumar a tralha que vou espalhando pela casa. Até lá, vou continuar a estender os meus panos no chão da cozinha, alinhavando uma nova manta que há de ocupar o meu Verão!