A Festa da Transumância

Prova de contacto Andava eu a organizar os meus rolos, agora revelados, pronta a passar o dia enfiada na câmara escura, quando deparei com um negativo tirado há precisamente 2 anos, na ida à transumância. Este ano Seia está em Festa. Com "o objectivo de preservar e dignificar a actividade pastorícia e a transumância ainda tão enraizada na comunidade pastoril do território de Seia", ainda será possível seguir os pastores que subirão a Serra da Estrela, no dia 29, com o objectivo de dar a conhecer uma das mais simbólicas actividades do pastoreio. Os rebanhos estarão concentrados no largo da Câmara pelas 8h, indo subindo até ao Sabugueiro. A inscrição para a Festa da Transumância faz-se aqui!

Transumância

Transumância Transumância Transumância Na madrugada de ontem, iniciou-se a transumância estival na Serra da Estrela, subindo 1200 metros, chegando aos 1600 metros de altitude, com 950 cabeças, entre elas ovelhas e cabras, uma matilha de cães e uma dezena de pastores. As 7 horas de longa caminhada, entre asfalto, canadas e mato queimado, mais o calor, o pó, a sede constante, e a dor muscular foram superadas por um fim de dia tão intenso, único, inesperado e gratificante como o nascimento deste cordeiro. Sobre esta transumância, há por enquanto mais aqui. Read More

As Azenhas do Rio Neiva

Azenhas

Na margem

A cadeia

Há já alguns anos que não íamos até às azenhas de S. Paio de Antas. Por insistência da J., decidimos fazer uma bela caminhada, agora balizada, junto ao Rio Neiva.
Numa tentativa de pisar os caminhos que dantes as pessoas da terra percorriam, de foles ao ombro, (e quem me dera ver estes documentários!) levando o milho em grão até as azenhas e regressando depois com a sua farinha, tentámos mostrar às nossas filhas a história rural dum Portugal doutros tempos, ainda não muito longínquos.

O descanço

A ribeira

É preciso descer, descer, descer... até o rio Seia, mas a gente daqui sempre chamou de "A Ribeira".



O moínho

A beira da ribeira

Havia moínhos, burras carregadas para baixo, burras carregadas para cima com o milho.
Havia gente.
Fazia-se vida a beira da ribeira.
O linho era là lavado e na altura da matança, as tripas também.

Havia gente na ribeira.
Iam là pescar e os miudos, tais uns peixes, a nadar no açude.

Hoje, a ribeira não atraia a gente. Foi lentamente desertada.
Raramente cruzo-me com pescadores. O javali atraíu o caçador.
Para là do açude, no entanto, as lontras regressaram. Poucos sabem, nós e uns poucos poetas que por là se inspiram.