Tempo para agradecer I

Tempo para agradecer I Tempo para agradecer I Tempo para agradecer I Tempo para agradecer I É para a minha mãe. Para agradecer os quilos de retalhos que mandou pelo correio à sua neta, porque um dia leu este e . No meio de tantos retalhos, uns muitos antigos e já cortados, prontos para serem agrupados certamente para fazer um patchwork. É para a minha mãe. Um taleigo. Porque é o que ela mais aprecia e dá uso. Um taleigo. Bem grande. Com muitas flores e passarinhos pelo meio. Tal qual o seu jardim. É para a minha mãe!

70

70 70 70 70 Não vi os meus Pais envelhecerem. Os anos foram passados longe deles. No entanto, foram ganhando pequenas rotinas próprias da idade que vou descobrindo quando nos vêm visitar. Nunca verei os meus Pais envelhecer porque guardo na memória a criança que fui, os Pais que tive. Hoje, a Mutti tem 70 anos e de repente olhei para ela com um novo olhar ou tentei olhar para ela com um outro olhar. É minha Mãe, jovem e dinâmica, alegre e positiva. Contrasta com a imagem que faço duma pessoa com a mesma idade. Heureux soit cet anniversaire, Mutti!

Au revoir

Au revoir Au revoirAu revoir Au revoir Hoje voltaria a escrever estas mesmas palavras. Sou como uma criança no cais de embarque. Vejo os meus pais irem após uma semana junto de nós. Viram o mar, calcaram a serra, abraçaram as netas, mimaram-me sobretudo. Na hora do au revoir, mudam-se os lugares, as estações mas o sentimento é inalterado. Subescrevo, não gosto de despedidas!

Um estojo para a avó

Um estojo para a avó #28 Estojo de agulhas de tricot A Sílvia vinha com uma ideia concreta. Queria um estojo de agulhas de tricot para a avó de 85 anos. Não conheço nem a Sílvia nem a avó, mas optei por fazer 2 estojos e deixá-la escolher. Dos 2, este é sem dúvida o mais sóbrio. É a segunda vez que vejo uma neta declaradamente mimar a avó. É um gesto lindíssimo que vejo tão raramente, tal como a atenção, o carinho. Cada ponto que dei, pensei nos meus avós. Estava projectada no futuro com esta encomenda, mas com os meus pensamentos virados para o passado. Tinha uma cumplicidade tão grande com eles... porque é que não vejo, suficientemente, a mesma aproximação entre netos e avós, por cá?

A chegada dos meus pais

Na Afurada Na Afurada Afurada, foi o pretexto para brindar a vinda dos meus pais com um peixinho fresco à hora do almoço. Os dias vão ser mais fáceis de hoje em diante. A ideia de me sentir mais apoiada devolveu-me novos ânimos. O mesmo ânimo perante inúmeras mensagens ou chamadas, das quais não saberei responder com tanta solidariedade para com a situação actual, mas que não quero deixar de agradecer desde já e de uma forma geral. Na Afurada, também encontrei gente acolhedora, como a dona destes piriquitos, como as mulheres descendo do povoado até ao lavadoiro à beira do rio, para ali lavar a roupa e fazer tempo até ela secar ao vento. Read More