“Ronrom”

"Ronrom" "Ronrom" "Ronrom" Achei que para apresentar o meu novo projecto, tinha de ir até ao Mercado Crafts & Design em Lisboa. Tive razão. A recepção foi extraordinária. Apesar da chuva no sábado (já agora aproveito aqui para agradecer o empréstimo da tenda da Joana e do Paulo da handcolor porque sem ela não poderia ter estado presente) vieram, e tanto nesse dia como no domingo, os amigos e curiosos apareceram para me visitar e conhecer, apreciar e aplaudir o produto. Em Dezembro regressarei a Lisboa, mas até lá, vou voltar a lavar a lã, carmea-la, carda-la, feltra-la e apisoa-la para dar forma a novos abrigos "Ronrom". O trabalho é demorado, feito com muita paciência mas compensador. Os gatos adoram a lã. É uma peça muito bonita que fica bem em qualquer casa. Há mais aqui!

Rumo ao Jardim da Estrela

Tudo leva o seu tempo Tudo leva o seu tempo Tudo leva o seu tempo No próximo fim-de-semana, rumo ao Jardim da Estrela em Lisboa. Levo uma mão cheia de rocas de alfazema entre outros e um novo projecto que poderá ser apreciado por quem por lá passar. Para aguçar a curiosidade, talvez possa acrescentar que se o gato é teu amigo, então ambos vão adorar. Sábado e domingo, das 10h às 18h, aproveitando o tema "Cosy Autumn" da próxima edição do Mercado Crafts & Design. Apareçam!

2 vestidos para 2 princesas

À espera da prova Ju. À espera da prova No fim de semana passado, levei para Lisboa os 2 vestidos que prometi realizar para elas. Precisavam duma prova mas a Ju. nem esperou e com bainhas por fazer, andou o dia todo com ele. Os modelos são japoneses. O primeiro figura na capa deste livro. O vestido "trapeze" é muito versátil e acho que vou adoptar o modelo para trabalhar no atelier. O segundo vem deste livro e achei uma feliz coincidência ver a Francesca pegar no mesmo livro, na mesma semana, para ambas nos inspirarmos nele. A flanela é portuguesa, de óptima qualidade e foi comprada na Retrosaria.

Pontos de venda

Pontos de venda Hoje fui entregar um cesto cheio de rocas de alfazema na Handcolor que tem um espaço pequeno mas acolhedor em Mértola. Se a vila não faz parte do vosso roteiro, também as há no Funchal na Sous ou simplesmente pode passar por aqui. O perfume da alfazema traz sol em dias de chuva e de frio.

Ausente

La couleur des haricots Remendos Branco 15 dias longe de casa, longe do "atelier", longe de me sentar para escrever umas linhas mas mais perto das minhas filhas que se instalaram definitivamente na capital. Houve um fim de semana em que juntei as 3 irmãs e juntas fomos a Folio de Óbidos. Cruzamos a Zélia, a Rita e conheci finalmente a Rute. Vi a semana a passar a um ritmo alucinante, numa cidade frenética. Para colmatar a falta duma cantina na nova escola da Ju. (confesso, a alimentação é algo que me preocupa), procurei perto de casa delas, no comercio local, produtos de qualidade a preço justo. Foi num acaso dos meus passeios madrugadores, seguindo de perto umas velhotas que surpreendi-me com uma mercearia de bairro, gerida por uns chineses, com leguminosos frescos e frutos de época, todos (ou quase) de origens portuguesas. Não fazia ideia que se produz em Portugal umas mangas, certa muito pequenas mas deliciosamente boas! No fim de semana passado, foi a vez de juntar a família, com os avós também. Uma viagem a sul, tempo para uma refeição, desfrutando dum sol convidativo à beira mar. Antes de regressar para o sossego das grandes planícies alentejanas, remendei o blusão de ganga e deixei ficar uma almofada construída à partir de restos de algodões brancos. Ando a construir os meus dias. A redefinir os meus próprios objectivos. Ser mãe presente mas a distancia não está a ser fácil!

Uma casa. Uma expressão

Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa vivida, esvaziada dos seus habitantes. Entro, porque sou curiosa. Porque gosto de ver o lugar que é e gosto acima de tudo imaginar o potencial da casa. Errei na profissão. Também não a tenho mas hoje não tenho dúvidas, reconstruiria lugares para se tornarem habitáveis, agradáveis. A casa é o porto de abrigo e tem de ser estimado. Como digo, entro. Acima de tudo, sou curiosa e tento responder às perguntas que me assaltam a cada olhar, em cada recanto. Espreito à janela. O apartamento domina a cidade. Haveria luz e no entanto tudo é obscuro. Como os objectos que ali ficaram, como as paredes esburacadas, a pedra mármore martirizada, o soalho maltratado, a madeira rachada. A imundice não me impediria de recriar o espaço mas a obra não é minha. Eu só lá entrei, porque sou curiosa.