Pontos de venda

Pontos de venda Hoje fui entregar um cesto cheio de rocas de alfazema na Handcolor que tem um espaço pequeno mas acolhedor em Mértola. Se a vila não faz parte do vosso roteiro, também as há no Funchal na Sous ou simplesmente pode passar por aqui. O perfume da alfazema traz sol em dias de chuva e de frio.

Ausente

La couleur des haricots Remendos Branco 15 dias longe de casa, longe do "atelier", longe de me sentar para escrever umas linhas mas mais perto das minhas filhas que se instalaram definitivamente na capital. Houve um fim de semana em que juntei as 3 irmãs e juntas fomos a Folio de Óbidos. Cruzamos a Zélia, a Rita e conheci finalmente a Rute. Vi a semana a passar a um ritmo alucinante, numa cidade frenética. Para colmatar a falta duma cantina na nova escola da Ju. (confesso, a alimentação é algo que me preocupa), procurei perto de casa delas, no comercio local, produtos de qualidade a preço justo. Foi num acaso dos meus passeios madrugadores, seguindo de perto umas velhotas que surpreendi-me com uma mercearia de bairro, gerida por uns chineses, com leguminosos frescos e frutos de época, todos (ou quase) de origens portuguesas. Não fazia ideia que se produz em Portugal umas mangas, certa muito pequenas mas deliciosamente boas! No fim de semana passado, foi a vez de juntar a família, com os avós também. Uma viagem a sul, tempo para uma refeição, desfrutando dum sol convidativo à beira mar. Antes de regressar para o sossego das grandes planícies alentejanas, remendei o blusão de ganga e deixei ficar uma almofada construída à partir de restos de algodões brancos. Ando a construir os meus dias. A redefinir os meus próprios objectivos. Ser mãe presente mas a distancia não está a ser fácil!

Uma casa. Uma expressão

Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa vivida, esvaziada dos seus habitantes. Entro, porque sou curiosa. Porque gosto de ver o lugar que é e gosto acima de tudo imaginar o potencial da casa. Errei na profissão. Também não a tenho mas hoje não tenho dúvidas, reconstruiria lugares para se tornarem habitáveis, agradáveis. A casa é o porto de abrigo e tem de ser estimado. Como digo, entro. Acima de tudo, sou curiosa e tento responder às perguntas que me assaltam a cada olhar, em cada recanto. Espreito à janela. O apartamento domina a cidade. Haveria luz e no entanto tudo é obscuro. Como os objectos que ali ficaram, como as paredes esburacadas, a pedra mármore martirizada, o soalho maltratado, a madeira rachada. A imundice não me impediria de recriar o espaço mas a obra não é minha. Eu só lá entrei, porque sou curiosa.

Para cá para là

Mini berlingot O estojo das fórmulas químicas Estojo "Paris" Vou me fazer à estrada para espalhar almofadas no novo quarto da Ju. As almofadas funcionam como uma história de afectos que se abraçam quando não se tem a família por perto. Aprendo a escutar os novos silêncios da casa. Há dias que não ponho uma roupa a lavar. Sobra comida no tacho. Há pão a mais no taleigo. Não há portas que se abrem e deixei de ouvir a música delas. A M. também entrou na faculdade e a C. está comigo não sei por mais quanto tempo. Para mais um regresso às aulas, fiz-lhe um novo estojo com padrões de algumas fórmulas químicas. Servirá como novo estímulo. (Para quem anda à procura do seu, há mais aqui). No fim do dia, após as aulas vamos ao encontro das manas. Estarmos juntas e vivermos uma outra casa. Bom fim de semana!

Mudanças

Mudanças [parte1] Ver para crer Até à exaustão O laboratório das ideias Por muito que me habituei ao longo do ano da possível saída de casa de duas das minhas filhas, e agora que chegou setembro, acho que nunca estarei preparada. Tenho consciência que vou sentir um silêncio enorme e que vou ter de encontrar um novo foco. Mas por enquanto deixo-me levar pelos dias. O nosso verão, apesar de atribulado, foi passado à sombra duma laranjeira, salvando a palavra "velha" de mobílias esquecidas para poder dizer "como nova". Na cidade, até a pequena obra do apartamento deu-nos prazer em renovar. A cozinha "vintage" foi batizada de laboratório das ideias para que as jovens possam continuar a criar. E agora, há que fazer a mudança!

Um farol na ilha

Fomos ver os veleiros na ria A ida ao mar Uma casa na ilha Entre ria e mar Uma casa na ilha Um farol na ilha Há uns anos para cá, acentuou-se a necessidade de quebrar as rotinas escolares refugiando-me com a família à beira-mar. Retemperar as energias, esquecer os horários e fazer de conta que o carro não existe. É um luxo ir a pé ou de bicicleta até a praia. Como também considero um luxo ter espaço à volta da minha toalha e poder ouvir o vento e o quebrar das ondas fundindo-se nas minhas leituras ou pensamentos. Fujo das praias barulhentas. Estive quase duas décadas sem voltar à ilha. Um dia perfeito a ver passar os veleiros na Ria Formosa e os golfinhos no mar e um areal imenso só para os amantes da natureza. Sempre achei graça às casas, aos passeios e pequenos jardins. Pela primeira vez, não pernoitei lá. Apanhei o barco deixando para trás um farol na ilha.