De velho faz-se novo

De velho faz-se novo De velho faz-se novo De velho faz-se novo Também gosto de velhos taleigos que outrora habitavam outras casas. Mas embirrei com este em particular por ser demasiado branco, amarelado na sua orla e cravejado de pequenos buracos. Ficou esquecido durante muito tempo e sem querer, também veio na mudança de casa. Comecei por bordar em ponto cruz o que viria a ser um taleigo para armazenar o pão e como tenho saudades das espigas alentejanas, fui bordando. Este lado está longe de estar terminado (falta-lhe a vida que compõe um belo prado) mas entretanto lembrei-me dos desenhos da Louise Bourgeois. Virei o taleigo para bordar uma flor e deixar, em cada folha, o diminutivo das mulheres que vivem a casa.