Uma casa. Uma expressão

Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa. Uma expressão Uma casa vivida, esvaziada dos seus habitantes. Entro, porque sou curiosa. Porque gosto de ver o lugar que é e gosto acima de tudo imaginar o potencial da casa. Errei na profissão. Também não a tenho mas hoje não tenho dúvidas, reconstruiria lugares para se tornarem habitáveis, agradáveis. A casa é o porto de abrigo e tem de ser estimado. Como digo, entro. Acima de tudo, sou curiosa e tento responder às perguntas que me assaltam a cada olhar, em cada recanto. Espreito à janela. O apartamento domina a cidade. Haveria luz e no entanto tudo é obscuro. Como os objectos que ali ficaram, como as paredes esburacadas, a pedra mármore martirizada, o soalho maltratado, a madeira rachada. A imundice não me impediria de recriar o espaço mas a obra não é minha. Eu só lá entrei, porque sou curiosa.

Para cá para là

Mini berlingot O estojo das fórmulas químicas Estojo "Paris" Vou me fazer à estrada para espalhar almofadas no novo quarto da Ju. As almofadas funcionam como uma história de afectos que se abraçam quando não se tem a família por perto. Aprendo a escutar os novos silêncios da casa. Há dias que não ponho uma roupa a lavar. Sobra comida no tacho. Há pão a mais no taleigo. Não há portas que se abrem e deixei de ouvir a música delas. A M. também entrou na faculdade e a C. está comigo não sei por mais quanto tempo. Para mais um regresso às aulas, fiz-lhe um novo estojo com padrões de algumas fórmulas químicas. Servirá como novo estímulo. (Para quem anda à procura do seu, há mais aqui). No fim do dia, após as aulas vamos ao encontro das manas. Estarmos juntas e vivermos uma outra casa. Bom fim de semana!

Mudanças

Mudanças [parte1] Ver para crer Até à exaustão O laboratório das ideias Por muito que me habituei ao longo do ano da possível saída de casa de duas das minhas filhas, e agora que chegou setembro, acho que nunca estarei preparada. Tenho consciência que vou sentir um silêncio enorme e que vou ter de encontrar um novo foco. Mas por enquanto deixo-me levar pelos dias. O nosso verão, apesar de atribulado, foi passado à sombra duma laranjeira, salvando a palavra "velha" de mobílias esquecidas para poder dizer "como nova". Na cidade, até a pequena obra do apartamento deu-nos prazer em renovar. A cozinha "vintage" foi batizada de laboratório das ideias para que as jovens possam continuar a criar. E agora, há que fazer a mudança!