O alfinete “Espiga”

Alfinete "Espiga" Alfinete "Espiga" Divide-se entre os estudos durante a semana e a oficina da Nádia Torres nos fins-de-semana. A Matilde é uma aprendiza dedicada e aplicada. Elaborou um novo alfinete "Espiga". No entanto, ainda que sobre o mesmo modelo, não há dois iguais. Em prata e totalmente feito à mão, o alfinete "Espiga" veio para celebrar a época das colheitas e está disponível aqui.

A almofada “berlingot”

A almofada "berlingot" A almofada "berlingot" Há uma expressão recorrente em casa quando o pai quer fazer a sesta. Levanta-se do lugar onde convivemos, saindo solta a frase " tenho uma reunião" e desaparece sem praticamente dar-mos por ele. No alpendre, o cadeirão estava a pedir umas almofadas para as suas "reuniões". Têm o formato dum "Berlingot" para poisar a cabeça nelas.

Memórias

Memórias Taleigo "Memórias" Taleigo "Memórias" Não encontrei propriamente uma solução para dar uso aos tecidos antigos que colecciono. Em vez dos ver dobrados e amontoados e uma vez que quero apreciá-los no meu dia-a-dia, resolvi fazer uma manta destes grandes retalhos para poder ver os padrões no seu inteiro. Há detalhes nos motivos florais, como o do pássaro que perderia o romantismo se massacrasse o tecido ao cortá-lo aos quadrados como numa manta de retalhos convencional. Como não gosto de desperdícios, tudo se reaproveita. A razão pela qual fiz o taleigo "Memórias" e que está disponível na loja. Que não restem dúvidas. Todos os tecidos já foram utilizados. Num ou noutro encontramos vestígios da utilização no passado, noutros ainda se notam as marcas dum acolchoado anterior, mas estão em excelente estado de conservação. Em nada retiram beleza aos tecidos. Assumem-se, dando agora forma a um novo taleigo.

Uma braçada de nabos

Uma braçada de nabos Conheço um hortelão perto de casa que cultiva em modo biológico. Telefono-lhe quando preciso de verduras e ele diz-me o que está pronto para ser colhido. Os meus olhos e as minhas mãos não fazem a escolha preliminar como aconteceria na praça. Portanto na hora da entrega fiquei assustada com o tamanho dos nabos. Com o primeiro, fiz um sumo partilhado entre todos. Normalmente acrescento na centrifugadora umas maças não tratadas mas infelizmente não as tenho por perto. O segundo foi apreciado igualmente cru, de tão doce que era, cortado finamente aos gomos, uma espécie de aperitivo enquanto salteava o último. Qui mange du navet gagne une année! o que traduzido seria "Quem come um nabo ganha um ano!"

Pensar a médio prazo

Pensar a médio prazo Sobre o signo do Leão Pensar a médio prazo Dou por mim já no mês de Maio. O pedúnculo da alfazema já está a atingir proporções generosas e dentro dum mês, sensivelmente, estarei a colhê-las e a transformá-las. Do ano passado, sobrou-me uma mão cheia em granel. Resolvi fazer uns colares com cheirinhos para apaziguar ou perfumar. Alguns estão aqui. Suspiro com a ideia que daqui a quatro meses haverá novas mudanças em casa. Como demoro na realização dos meus trabalhos e como tenho forçosamente de pensar a médio prazo, impus-me alguma disciplina. Coso durante o dia e ponho-me a tricotar durante a noite. O cesto segue-me para todo o lado. É um hábito, uma forma de estar. Quanto ao seu conteúdo, voltarei a falar nele mais tarde. Ainda tenho o verão para o acabar. Ontem dei o último ponto numa nova almofada. Baseada nesta, a constelação anda à roda do Leão e vai ocupar o quarto de um menino.