Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II)

Uns tesouros (II)

Os meus tesouros podem não serem valorizados pelos outros.
É por isso que o lixo, os lugares abandonados e até o mar fazem a felicidade de alguns como eu.
E depois há também os amigos que retribuem sentimentos com um gesto, porque sabem do que realmente gosto.

Os meus tesouros são pedras, vegetação, objectos que de alguma forma tanto enquadrar no meu quotidiano e dar-lhe nova vida, valorizando-os.
É o caso duma estructura metálica que roubei ao mar. Bastou, com as mãos de fada da minha amiga Inês e com um cordel de sisal, devolver a simpatia a um pufe devoluto.
Um vento forte trouxe-me uma vegetação, uma imensa bola com infinitos raminhos. Abraça uma lâmpada pendurada no tecto. O abat-jour faz sucesso!

Os meus tesouros são as linhas, as fitas, os botões, os tecidos, tudo o que desperta em mim sensações e ideias. As caixas de madeira da Sandeman e Vaqueiro, acumuladas, abrigam estes caprichos.

Os meus tesouro é o prato que uma vizinha da aldeia trouxe-me uma manhã porque achou o meu escaparate vazio de conteúdo. Tem os elementos que me são caros como a espiga no centro e em relevo no bordo.

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