Chama-se “plumette”

La brassière Construction A gola Composto de alpaca e de seda, a "plumette" tricotada juntamente com uma outra lã torna qualquer modelo mais macio. Por duas vezes recorri a ela. Foi o caso da brassière que já tinha tricotada para uma das minhas filhas há uns anos e que voltei a tricotar este inverno para um tamanho adulto. Com as sobras, fiz uma gola. Além de macia, deu a lã uma nova textura e um outro brilho.

Sem medo

Sem medo #tricot #knitting Ao longo dos anos, nessa difícil aprendizagem de ser mãe, fui ganhando medo, não tanto de proferir palavras mas sim de escrevê-las. Uma espécie de complexo apoderou-se da minha pessoa. É tão difícil ser-se estrangeira em casa de portugueses. A sensação de ser lida no blog, fez com que me sentisse ainda mais insegura. Por essa razão, fui pedindo a ajuda da minha família na revisão dos textos antes de serem editados para que quem espreitasse a minha janela, pudesse me ler de maneira legível e, o mais importante, ser compreendida. Achava que, com frases pequenas, me safaria. Neste preciso momento em que escrevo, não tenho ninguém por perto e passará a ser assim. Vencer a vergonha de ser estrangeira a escrever em língua portuguesa. Deixar igualmente de esperar que alguém me acuda para finalmente publicar. Sem medo, exponho os meus erros gramaticais, os meus erros ortográficos e sintácticos. Vencer o medo é crescer. Ao fim de tantos anos realizo o grande desejo de tricotar uma camisola com agulhas circulares ou, por outras palavras, uma camisola sem costuras. Mas voltarei a falar dela quando estiver acabada. Sem medo, tenho muitos posts para pôr em dia!

E já cá vão duas!

E já cá vão duas! E já cá vão duas! E já cá vão duas! Ter 15 anos é também pedir à mãe para tirar uns retratos porque o dia é solene, mas acabam por fazer palhaçadas e acham-se o máximo quando não estão quietas, lindas quando distorcem a parte facial. Cresci numa casa onde havia exigências com a fotografia. Eram tiradas parcimoniosamente. Esperávamos pelo fim do rolo, esperávamos ainda pela revelação e pela impressão. As fotografias guardadas, algumas em álbuns, são memórias extraordinárias dum outro tempo, com outras noções à volta da imagem. Quando vejo os retratos destas adolescentes, através das diversas redes sociais, comparo-os a uns descartáveis, publicar e aparentemente deitar fora. É viver o presente em toda a sua força. Para os anos da benjamim da casa, a irmã mais velha ofereceu-lhe fotografias que têm marcado o seu percurso de vida. Encheu as paredes do quarto destas imagens formando letras e formas. A mancha de imagens assim projectada era interessante mas o conteúdo de cada uma delas faz-me pensar. Afinal qual será a recordação que ela terá mais tarde? A C. faz hoje, 15 anos. Assumidamente uma adolescente. E já cá vão duas em casa!