Têtes de nègres

L´art de vivre Têtes de nègres Não dispenso os acessórios de l'art de vivre à volta dum bom chá ou de uma tisana que vamos bebendo ao longo do dia. Consoante a infusão, o bule muda de figura. Sozinha, a dois, em família ou com amigos é um cerimonial que gosto de cultivar. Uma nova remessa de têtes de nègres segue hoje pelo correio!

O peso da balança

O peso da bança A balança serve para enganar o seu peso, para alterar o seu humor, para gerir o seu dia. Parece que vive em função dela. É assim, desde largos meses, após sucessivos internamentos. Em casa redobram-se os forças numa cozinha mais que saudável. Através da balança, procura as gramas que terá conquistado à conta dos pequenos-almoços, dos almoços, dos lanches e dos jantares. Não vive sem o cinto que ajusta a cintura das calças demasiadas largas. A magreza do corpo nada dentro da camisola. Recusa um novo guarda-roupa porque acredita que tudo não passa dum susto. Se ao menos o Amor que temos pelo Pai tivesse peso na balança...

A folha da couve-flor

A couve flor da horta vizinha. Por alguns minutos saltearam no wok, o pingo de azeite, os alhos e as belas e vistosas folhas da couve-flor cortadas como para um caldo verde (como nunca lhe apanhei o jeito, ficaram um pouco mais grossas). O perfume muito pronunciado deste vegetal é uma delícia para acompanhar um peixe. Pena minha, é de nunca encontrar à venda uma couve-flor como aquela que trouxe duma horta vizinha. Porque na couve-flor, tudo se come!