Apontamentos em ponto cruz

Apontamentos em ponto cruz Apontamentos em ponto cruz Apontamentos em ponto cruz O primeiro estojo deste ano tem apontamentos em ponto cruz. Assinalar o ano, com motivos simples sobre um denim, torna a peça única. É uma outra forma de criar, um pouco trabalhosa mas que acaba por ser original. Gosto de reproduzir ou recriar motivos inspirados em trabalhos antigos de países nórdicos. No estojo que enrola diversos acessórios como as agulhas de tricot ou crochet, sem esquecer os lápis e canetas, uma flor impunha-se sobre um riscado em linho. O estojo ele, está disponível aqui. Retomando o blusão em mão, também decidi aplicar o ponto cruz nas costas da peça. Inovo. Estou neste momento, a usar uma rede mais grossa própria para o meio ponto, usando os 6 fios da linha de algodão. É um pouco cedo para falar em resultados mas estou convicta que o ponto cruz dará uma nova cara ao blusão que pedia personalização.

Um passado sem retorno

Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Um passado sem retorno Andava nas ruas de Beja quando, à entrada duma oficina, o mosaico hidráulico chamou-me a atenção. Espreitei para dentro e num primeiro tempo, o meu olhar tive de se habituar à escuridão do lugar. Depois, foi o meu espanto. Um belo espaço com tectos abobadados e moveis correndo ao lado das paredes dum quadrado longo. Mergulhava num passado sem retorno. A antiga Casa Constantino fora um lugar de muita azáfama onde se confeccionava calçado ao longo do século XX. Empregava uma dezena de sapateiros. Hoje e sozinho, o Sr. Pereira com 77 anos mantém a oficina aberta, apesar de doente, porque os tostões realizados com o conserto dos sapatos são bem vindos para engordar uma reforma miserável. Nas prateleiras, a quantidade de moldes rivaliza com sapatos usados que os clientes não vieram buscar. "Um desperdício de trabalho" que gostava de ver compensado com a venda em segunda mão. Sentado na cadeira baixa, iluminado por um néon, manuseia uma sola. De vez em quando levanta a cabeça para cumprimentar um transeunte. Dá um pouco da sua graça, para de seguida, voltar ao trabalho. Assim vão os dias. Não se revê fechado em casa ou sentado no café a espera que o tempo passe. Conserta sapatos para não parar. Nessa manhã, o Sr. Pereira contou-me a história da sua vida.

Que viva a luz!

Que viva a luz! Se 2013 não foi um ano fácil, afasto-me dele como quem sai dum longo túnel e alcança enfim a luz! É Dia de Reis em casa. O 1º domingo do ano. É uma excelente ocasião para celebrar, todos juntos, um dia que se quer tão luminoso. Bom ano!