Abelhas, meu mel!

Abelhas, meu mel! Abelhas, meu mel! Abelhas, meu mel! Gostava de seguir mais vezes o Paulo, jovem apicultor, à volta das suas colmeias. A leitura que ele faz diariamente é uma linguagem que não entendo mas ele aplica-se a explicar (as legendas das fotografias são da sua autoria). É um mundo fascinante que se revela aos poucos. Há rainhas, zângãos e abelhas, cada um deles preenche um papel fundamental. Por vezes, instala-se a anarquia como é o caso demonstrado nas fotos abaixo. O papel do Paulo, nessa fase, é fundamental para estabelecer a ordem de maneira a que a colónia seja sã e que haja um delicioso mel na sua devida altura! Abelhas, meu mel! Colmeia zanganeira. Esta colmeia não tem rainha e está órfã. Uma das abelhas obreiras, numa tentativa de salvar a colmeia, inicia a postura mas de ovos inférteis, que originam apenas zângãos. Se não se fizer nada esta colmeia morrerá em breve. Abelhas, meu mel! O principio dos alvéolos reais. Em determinadas alturas do ano ou quando perdem a rainha, as abelhas obreiras constroem alvéolos reais, onde com ovos férteis e com geleia real, são criadas as rainhas. Abelhas, meu mel! A rainha e a criação. Nesta fotografia é possível ver a rainha e a criação fechada (operculada) sinal de que a colmeia está em boas condições e é saudável.

Granta e Eu

Granta e Eu Quando regressar deste longo Verão, vou colocar um anuncio no jornal "Anagnosta oferece-se" mas duvido que muitas pessoas saibam o que significa realmente a palavra. De qualquer forma vou fazê-lo, não no jornal local porque não existe, mas no jornal da região, tão vasta seja ela que alguém há-de ler o anuncio. Talvez a pessoa que responder seja como eu, apreciadora de literatura e que com ela possa partilhar a minha paixão por certos escritores cujas palavras, a letra são a minha emoção, a fantasia da mente, o portal para outras viagens, um outro mundo, o meu mundo. Granta foi a revista que não esperava. Uma grande surpresa portanto. Descobrir na primeira pessoa alguns autores cuja obra já tinha lido e outros tantos que desconhecia, fez-me correr à única livraria da pequena cidade onde momentaneamente respiro os primeiros dias deste verão, sem horários para nada, a não ser para saciar a minha avidez de leitura. Trouxe os únicos dois autores disponíveis nas estantes, Afonso Cruz e Orhan Pamuk. Quando cruzar outras livrarias ao longo do asfalto, espero encontrar outros tantos e ao longo do ano ver obras traduzidas como é o caso da Rachel Cusk.