Entrudo às escuras

Fazer 600 km, chegar a casa e não ter luz!
Jogar xadrez à luz da vela
Em casa sem luz, contado pela Ju.

Percorremos 600 km para chegar a casa no final da tarde, à chuva, ao frio e às escuras.
A electricidade estava cortada.
Valeu a companhia dum rádio a pilhas, dos jogos de sociedade, do calor da salamandra, duns bons cobertores e duma excelente disposição à luz das velas!
Este pequeno episódio tem por trás uma história que importa aqui relatar pela vergonhosa situação que engendrou. Trata-se da EDP que, em vez de Electricidade De Portugal se deveria antes chamar Electricidade Depredadora de Portugal.
Eu conto:

Era uma vez uma família que deixou a Beira Alta para ir viver para o Baixo Alentejo, em Setembro de 2011.
Combinámos com a EDP o Acordo Conta Certa. 20€ por mês, mas em Outubro/Novembro/Dezembro 2011, cobraram-nos 263,76€. Contestado o montante, por carta registada c/aviso de recepção, ainda não responderam.
Ao pedido para enviarem toda a correspondência para o Alentejo, nunca o fizeram.
Depois de pagar 11 meses x 20€ = 220€, em Dezembro passado, recebemos uma factura extra para pagar mais 509,96€. Recebemos, ao mesmo tempo, uma carta a dizer que há 4 meses que não efectuavam a leitura. Claro, não residimos lá! E as cartas a serem sempre enviadas para a Beira Alta.
Num ano pagámos 263,76€ + 220€ + 509,99€ = 993,72€. Contestámos.
Devolveram-nos 298,53€. Deduzido este montante aos 993,72€ faz um total anual de 695,19€ para uma casa vazia. Contestámos. Nenhuma resposta até hoje.
Ainda queriam que agora pagássemos 74€ mensais durante 2013. Contestámos. Continuamos sem resposta.
A factura de Janeiro de 2013, dos tais 74€, foi para a Beira Alta. Só recebida no Alentejo a 4 de Fevereiro. Já não foi possível pagá-la pelo multibanco. Um cheque dum mesmo valor foi logo enviado e debitado a 8 de Fevereiro. Chegados ontem ao final da tarde, a electricidade estava cortada. Uma casa com electricidade desde 1922, no tempo da Hidroeléctrica de Arganil, com 90 anos ininterruptos de pagamentos. Que tristeza!
Regressámos hoje ao Baixo Alentejo. Pobre Portugal com esta EDP, sem Ética, sem Tradição, sem rigor, que mais apetece apelidar de Empresa Depredadora de Portugal!

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