Em pleno processo criativo

Em pleno processo criativo Em pleno processo criativo Em pleno processo criativo Tive de fazer novas Têtes de Négres para responder a um pedido. O mais difícil por vezes é escolher os tecidos, conjugar os tons e as cores. Estava a olhar para os retalhos, arrumados (como quem diz) numa estante, a olhar para aquele pedaço de serapilheira que comprei há já algum tempo para um outro projecto que nem sonho alguma vez realizar hoje. Imaginei uma pega feita com serapilheira, mas tornar-se-ia muito desconfortável ao toque devido a sua rusticidade. Olhei para as lãs e pensei que poderia criar uma nova textura. Vou a meio deste processo criativo. Como não queria incluir tecidos neste trabalho específico, decidi fazer também com a lã, o cabelo da Tête de Négre. O que me vale é que, apesar do tempo correr, dos dias também, estou a fazer algo que me dá imenso prazer, libertando o que há de mais criativo em mim.

A Viola da Terra e o cordão

A Viola da Terra A Viola da Terra Na oficina do Serafino Na oficina do Serafino Foi na Ilha da Graciosa, nos Açores que conheci o Serafino. Um apaixonado de música, das guitarras em geral mas sobretudo da Viola da Terra. O passa-tempo dele é preenchido na pequena oficina atrás da casa onde recupera, restaura, constrói, cria. Foi ele que fez a minha Viola da Terra. Em madeira de cedro, "seprest" como escreve ele e de mogno. Ela é a minha cara e identifico-me com a simbologia que a carrega. Os dois corações, aquele que ficou e aquele que partiu. Também eu imigrei há tantos anos! Faltava-me um cordão para segurar a viola quando tiver que tocar de pé. Encontrei a solução quando li este post. Fiz e desmanchei não sei quantas vezes até conseguir um cordão perfeito. Vi muitas explicações mas achei esta mais adequada e recomendo. A Viola da Terra e o cordão O cordão A Viola da Terra e o cordão

Entrudo às escuras

Fazer 600 km, chegar a casa e não ter luz! Jogar xadrez à luz da vela Em casa sem luz, contado pela Ju. Percorremos 600 km para chegar a casa no final da tarde, à chuva, ao frio e às escuras. A electricidade estava cortada. Valeu a companhia dum rádio a pilhas, dos jogos de sociedade, do calor da salamandra, duns bons cobertores e duma excelente disposição à luz das velas! Este pequeno episódio tem por trás uma história que importa aqui relatar pela vergonhosa situação que engendrou. Trata-se da EDP que, em vez de Electricidade De Portugal se deveria antes chamar Electricidade Depredadora de Portugal. Eu conto: Era uma vez uma família que deixou a Beira Alta para ir viver para o Baixo Alentejo, em Setembro de 2011. Combinámos com a EDP o Acordo Conta Certa. 20€ por mês, mas em Outubro/Novembro/Dezembro 2011, cobraram-nos 263,76€. Contestado o montante, por carta registada c/aviso de recepção, ainda não responderam. Ao pedido para enviarem toda a correspondência para o Alentejo, nunca o fizeram. Depois de pagar 11 meses x 20€ = 220€, em Dezembro passado, recebemos uma factura extra para pagar mais 509,96€. Recebemos, ao mesmo tempo, uma carta a dizer que há 4 meses que não efectuavam a leitura. Claro, não residimos lá! E as cartas a serem sempre enviadas para a Beira Alta. Num ano pagámos 263,76€ + 220€ + 509,99€ = 993,72€. Contestámos. Devolveram-nos 298,53€. Deduzido este montante aos 993,72€ faz um total anual de 695,19€ para uma casa vazia. Contestámos. Nenhuma resposta até hoje. Ainda queriam que agora pagássemos 74€ mensais durante 2013. Contestámos. Continuamos sem resposta. A factura de Janeiro de 2013, dos tais 74€, foi para a Beira Alta. Só recebida no Alentejo a 4 de Fevereiro. Já não foi possível pagá-la pelo multibanco. Um cheque dum mesmo valor foi logo enviado e debitado a 8 de Fevereiro. Chegados ontem ao final da tarde, a electricidade estava cortada. Uma casa com electricidade desde 1922, no tempo da Hidroeléctrica de Arganil, com 90 anos ininterruptos de pagamentos. Que tristeza! Regressámos hoje ao Baixo Alentejo. Pobre Portugal com esta EDP, sem Ética, sem Tradição, sem rigor, que mais apetece apelidar de Empresa Depredadora de Portugal!

Entrudanças

Entrudanças Entrudanças Entrudanças Habituados aos eventos do Pedexumbo, quisemos conhecer o Entrudanças de Entradas. Fomos dançar, cantar, tocar indo ao encontro do que há de mais profundo neste Baixo- Alentejo. Apesar do isolamento, entendo cada vez mais esta gente tão orgulhosa da sua cultura. Entrudanças faz este ano, 10 anos. A assinalar o Museu da Ruralidade que abriu recentemente as suas portas e que alberga um espólio sobre toda a actividade agrícola e do mundo rural da região de Castro Verde. Retratei Manuel Conceição Silva, filho de camponeses, pedreiro de profissão, que quando se reformou, dedicou-se à arte de reproduzir em miniaturas toda a sua memória da ruralidade. Uma sala é-lhe dedicada. Tivemos o privilégio de o ter pessoalmente na visita guiada! Museu da Ruralidade Museu da Ruralidade Museu da Ruralidade