Que se lixe!

Que se lixe!
Que se lixe!
Que se lixe!
Que se lixe!
Que se lixe!
Que se lixe!
Que se lixe!

Aproveitar o feriado, fazer a nossa própria ponte, faltar um dia à escola, viajar os muitos quilometros, visitar os defuntos, homenageá-los como se deve fazer, seguir os rituais que sempre se fizeram por cá e isto, pelo último ano. Pois, porque para o ano…

Para o ano, talvez ainda venha o emigrante, porque fora do país, até as escolas estão de férias, mas a gente de cá, que vive na cidade, cujas raízes são destas terras não mais poderão voltar neste dia tão especial.
Não sei se para o ano, verei as campas tão bem iluminadas, vestidas algumas de pétalas espalhadas.
Não sei se para o ano, a procissão se fará, porque não sei quem virá.
Não sei se para o ano, o comércio ficará mais animado, porque é a gente de fora que faz “mais qualquer coisa” para a economia local.
Sei, todavia, que a feira de Travancinha, tão prezada no dia de Todos-os-Santos, passará a funcionar no último fim de semana do mês de Outubro.
Não sei se para o ano, Travancinha terá à sua volta as fogueiras que juntavam amigos e familiares, partilhando os famosos torresmos, bebendo jeropiga, castanhas entre as mãos, bem quentinhas, animando a alma de cada um, saudando a vida!
Não sei como será para o ano…
Que se lixe, fizemos a ponte, homenageámos os antepassados porque são as nossas raízes!

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