Lavar a lã

Lavar a lã
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Lavar a lã

O ano passado assisti à lavagem da lã. Olhei e registei o momento com alguma emoção.
Os gestos afinal eram simples, repetitivos, um ritual ancestral usando os recursos naturais que o Baixo Alentejo oferece.
Ontem, lavei a lã na companhia das tecedeiras da Cooperativa de Mértola.
A água da Ribeira de Oeiras, ferveu nos grandes caldeirões onde a lã mergulhou e assentou. É sovada. Enxaguou nas canastras, lavando-a em grande água na corrente do rio.
A lã ocupou aos poucos um lugar em cima das pedras quentes nas margens do rio.

Devo acrescentar que o convívio e a ajuda comunitária reforçam os elos sociais. Contam-se histórias, ouvem-se outras.
Partilharam-se as sardinhas, as azeitonas e o pão.

A lã recolhida ainda não estava totalmente seca. Nos próximos dias, estará à porta da Cooperativa na vila velha de Mértola para acabar o seu processo de secagem antes de iniciar um novo, o de “carmear”.

Lavar a lã
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