Em zigue-zagues

Em zigue-zagues Em zigue-zagues Em zigue-zagues Há uma semana que estamos de férias à beira mar plantado. Até setembro vai ser mais ou menos assim, uma viagem por Portugal, feita em zigue-zagues. Sem televisão ou amigos por perto, reinventámos os nossos dias. Na hora de maior calor, brindamos com a sesta (é impressionante como estavamos a precisar de repouso) entrecortada de sessões de pinturas e aquarelas. As conversas animadas são sobretudo em torno das nossas leituras, passamos a semana a perguntar uns aos outros o desenrolar das histórias. A Ju. iniciou-se na língua francesa com a BD de Roger Leloup Yoko Tsuno. A C. adora Roald Dalh com as fantásticas ilustrações de Quentin Blake. A M. não descançará se não acabar a obra toda de Agatha Christie. O "Papa Filou" nos lembra que o mundo existe, quando nos dá conta das notícias do dia via imprensa! Até já! Read More

Na terra das fiandeiras

Na terra das fiandeiras Viva o Solstício de Verão! Na terra das fiandeiras Procuro algo que dificilmente encontro. No meio das minhas andanças, vou conhecendo lugares silenciados por pessoas, na maioria das vezes desconfiadas. Há dias, cheguei a casa um pouco desanimada, cansada de tanto procurar. É assim, na terra das fiandeiras. ... Consola-me receber mensagens como esta (o quanto faz bem!): "Acabei de ver algumas fotografias suas (...) e fiquei simplesmente encantado. Adorei as fotografias a todos os níveis, pelo seu carácter documental, pelos enquadramentos, pela criatividade, pela forma como consegue captar aquilo que quer mostrar, pelo tratamento das próprias imagens mas sobretudo pela alma que elas têm e o que nos conseguem transmitir." Nem tudo está perdido! Bem haja Diogo B. Read More

Lavar a lã

Lavar a lã Lavar a lã Lavar a lã Lavar a lã Lavar a lã O ano passado assisti à lavagem da lã. Olhei e registei o momento com alguma emoção. Os gestos afinal eram simples, repetitivos, um ritual ancestral usando os recursos naturais que o Baixo Alentejo oferece. Ontem, lavei a lã na companhia das tecedeiras da Cooperativa de Mértola. A água da Ribeira de Oeiras, ferveu nos grandes caldeirões onde a lã mergulhou e assentou. É sovada. Enxaguou nas canastras, lavando-a em grande água na corrente do rio. A lã ocupou aos poucos um lugar em cima das pedras quentes nas margens do rio. Devo acrescentar que o convívio e a ajuda comunitária reforçam os elos sociais. Contam-se histórias, ouvem-se outras. Partilharam-se as sardinhas, as azeitonas e o pão. A lã recolhida ainda não estava totalmente seca. Nos próximos dias, estará à porta da Cooperativa na vila velha de Mértola para acabar o seu processo de secagem antes de iniciar um novo, o de "carmear". Read More

Tecer

Untitled Untitled As aulas acabaram. A J. chega feliz a casa porque, apesar das notas satisfatórias, traz nota máxima às disciplinas de Desporto e Educação Visual e Tecnológica. É onde ela brilha, sem dúvida. Assume: não quer ser "marrona" como as irmãs. Trouxe o material que ficou retido nas salas de aula e surpresa minha, andou a tecer a fachada da nossa casa alentejana. A Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola, também recebeu os alunos do 1º ciclo, para o segundo ano consecutivo, em regime de ATL (Ateliê de Tempos Livres). Aprenderam a tecer, a bordar, nomeadamente o ponto de arroiolos. Alegrou-me ver estas crianças (rapazes e raparigas) com vontade de aprender e de criar. Uma forma diferente, enriquecedora de ocupar os jovens mantando bem vivas as tradições! Read More