Uma agulha mágica

Uma agulha mágica
Uma agulha mágica
Uma agulha mágica

Entrei na mercearia para comprar uma agulha de crochet. Saí de là com uma agulha mágica, uma linha de meia e um pequeno tapete que tem, à vontade, mais de 90 anos.

Conversa puxa conversa, no lote das agulhas de crochet, deparei-me com uma pequena embalagem plástica da “Lavor Tricot”.
Intrigada com o objecto que nunca tinha visto antes, a D. Luísa foi buscar a casa o pequeno tapete feito pela sua mãe, tal como muitas das crianças do povoado faziam quando existia a telescola.
Não soube explicar-me como se chamava o ponto que produzia a tal agulha, mas gostei tanto do resultado final, tão parecido com uma toalha turca que decidi fazer a experiência.
Afinal, chama-se ponto russo. Não é difícil mas requer alguma destreza.

Não tarda, mostro o resultado.

0 comments on “Uma agulha mágica

  1. Sílvia Silva

    Quando era pequena tb fiz um tapete desses, juntamente com a minha irmã e primas. Confesso que éramos pressionadas pela minha avó que queria que aprendêssemos estas coisas. Na altura só pensava se ainda demoraria muito para poder ir para a praia. Agora, gostava de ter aprendido mais, mas ainda vou a tempo:)

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  2. Sara Aires

    Penso que se trata de um ponto de tapeçaria chamado “fada-do-lar”. Pelo menos eu conheço-o por esse nome. Fiz qualquer coisa em pequenina, pois a minha mãe também fazia. Só tenho ideia que depois de acabado o trabalho a fase final era dar uma camada de cola (ou goma?!) no lado avesso para segurar os pontos…

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  3. manjericosnajanela

    Eu também conheço esse ponto como fada-do-lar e tenho muitas recordações de horas e horas a fazer quadros para as aulas de “Trabalhos Manuais” na escola. E acho que curioso que agora tenha virado moda e que lhe chamem “agulha mágica”!
    Acho que a minha mãe ainda guarda uma das que usávamos na escola e que já deve ter mais de 20 anos :))

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  4. jubela

    Que linda agulha, nao consigo encontrar agulhas bonitas como essa em lado nenhum :-(
    A Laura Ameba da Dudua, em Barcelona, faz coisas muito giras e dá workshops: http://duduadudua.blogspot.com/2011/04/fotos-de-la-inauguracion-de-la-expo-de.html
    Tive pena de nao ver ao vivo, quando lá estive, estava de férias.

    *O Ponto Russo é a nossa fada do lar, tem alguma piada o nome e em algumas retrosarias mais antigas, só conhecem mesmo o nome Fada do lar :)

    Bons trabalhos Diane, estou curiosa para ver os resultados! :)

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  6. Mariana

    Pois é, eu também aprendi a fazer isso na escola à pouco mais de 20 anos atrás. Na altura tinha-se texteis como disciplina. Eu aprendi a chamar-lhe fada do lar e aprendi que se faz qualquer trabalho de tapeçaria com essa agulha, que normalmente, para além do cabo traz duas agulhas com espessuras e olhos diferentes, para trabalhos com linhas mais finas ou mais grossas. Ainda tenho a minha agulha embora de todas as coisas que aprendi a fazer, este ponto foi dos mais aborrecidos, juntamente com a esmirna :-) Mas é bom ver que não fui a única a ter uma agulha destas nas mãos e que ainda há quem lhe ache graça.

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  7. silvina

    Olá Diane.
    Descobri o seu blog há poucos dias, o q me chamou a atenção foi como já sabe, a dislexia. Mas estou a consulta-lo aos poucos (pois ñ tenho mt tempo) e estou a ver q temos alguns interesses em comum: os trabalhos manuais, as artes tradicionais, a reutilização de materiais, a natureza…Qt à agulha de fazer fada do lar enconta-se ainda em mts retrosarias e sei q tb existiam revistas na altura. Em Castelo Branco há ainda muitas destas lojas com estes produtos. Apesar de morar em Stª Mª da Feira, é lá que me abasteço de linhas para o bordado de Castelo Branco, ponto de cruz, lã e os respectivos materiais e “ferramentas”. Da proxima vez q voltar lá (visitar os meus pais) vou dar uma espreitadinha nesses materiais.Até porque eu tb tive uma e lembro-me do meu pai me fazer uma espécie de armação em madeira e ai fixar o tecido-suporte.
    Bons trabalhinhos
    Um xi coração sil

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