Plantar para colher

Plantar é bom! Plantar é bom! Plantar é bom! Muitas vezes, preparo uma refeição e penso: "miam, uma salada para terminar, vinha mesmo a calhar". Preparo-me para ir buscá-la à horta, quando dou por mim, longe dos meus hábitos beirões... Tenho que ter uma horta, nem que seja muito mais pequena, mas tinha que ter. Não posso passar sem algumas verduras e sobretudo, ervas aromáticas. No espaço a céu aberto, onde também está o alpendre e forno do pão, enclausorados entre 4 paredes branquíssimas, construí 2 largos canteiros. Inicialmente, o projecto era reproduzir uma horta e jardim em "lasanha" mas a terra, só por si, é mesmo boa. Acrescentei algum estrume e um pouco de caruma e, apesar do imenso calor que por cá se fez sentir, a sementeira do primeiro canteiro já começa a despontar. Daqui a um mês, vou ter cabeças de nabos e não tarda, voltarei a pensar em ir buscar uma boa alface para concluir uma deliciosa refeição. Daqui a poucas horas, levo o meu cesto. Ausento-me por uns dias, para ir aprovisionar-me na "outra" horta, daquilo que esta, muito mais pequena, não me pode fornecer. Até já!

Ir, dormir e partir

Ir, dormir e partir Ir, dormir e partir Fui, dormi e parti. Chegámos ontem, de noite. Céu estrelado. Noite bonita. De manhã, tempo chuvoso. Céu cinzento. Tempestade. Engarrafamentos. Assim defino a minha ida a Lisboa. Tudo por causa duma reunião muito proveitosa. Pessoas dinâmicas e interessantes. Respeitando as tradições mas de olhos bem abertos sobre o futuro. Que diferença, face ao desânimo galopante e frustante nacional, actual. Regressei. Ouvi dizer que 61% dos portugueses são urbanos. Digo: é tão bom viver no campo !

São as pessoas que fazem a festa

São as pessoas que fazem a festa São as pessoas que fazem a festa São as pessoas que fazem a festa São as pessoas que fazem a festa É uma aldeia onde os moços ainda brincam na rua. Na véspera da festa da J. brincavam com berlindes. Ontem, exibiam pistolas e atiravam ao ar num disparo de felicidade por cada balão que rebentava. Porque não há números nas portas das casas, os balões indicavam a casa em festa. Passei os últimos dias a elaborar uma caça ao tesouro. Viver o exterior, descobrir os encantos da aldeia levando um bando de miúdos a correr à volta dos poços, dos moinhos, enchendo as ruas dos seus gritos e gargalhadas. Perguntar, fazer participar a comunidade na busca ao tesouro. E há o regresso no fim do dia, à casa em festa. Soprar as velas, pôr-se debaixo da mesa, morder a vela, pedir um desejo e dar um grito (tradição de Serpa). Foram todos ficando, todos quizeram jantar e fazer serão. São as pessoas que fazem a festa!

Happy family

A massa quebrada Happy family Sur le marché, ce matin! Elas vão crescendo e eu vou tendo outro tipo de ajuda na cozinha. A J. descobriu os livros de Jamie Oliver. Devora (com leitura) as receitas e elabora-as com destresa. Uma semana em cheio na cozinha. Depois da J., hoje a M. faz anos e este sábado haverá a primeira festa em casa. Há quem diga que somos uma happy family!

Mééé

Mééé Castro Verde Na Feira Anual de Castro Verde, não resisti à compra dum cajado, feito à mão em madeira de oliveira, por um agricultor da região. Não o posso chamar de pastor porque por cá, já não se vêm, cuidando dos rebanhos. Aparece sim a certas horas, uma carrinha que abre cancelas, fecha outras ou como na aldeia, no final da tarde, carregado de rações e o imenso rebanho descendo o monte esfomeado. É impressionante! Read More