Aprender com os próprios erros

Aprender com os próprios erros
Aprender com os próprios erros

Tudo foi pensado. A futura manta projectada no papel, a opção do tamanho dos retalhos, as quantidades certas a cortar, os tecidos escolhidos a dedo.
(Penso que não me esqueço de nada).

Passo seguinte.
Cortar, juntar, cozer e neste caso, cortar outra vez para ter o efeito desejado.
Quando dou por mim a cortar, de repente apanho um balde de água fria. A manta vai ter desperdícios!

Criou em mim um mau estar…
O mal estava feito.
Repensar, compensar, justificar. A manta, não a farei grande como previsto, mas passarão a ser duas e mais pequenas.

Patchwork. Retalhos.

Desde quando o patchwork deve ter desperdicios? Acho que estou a ir num caminho errado. Não são as técnicas que me interessam mas sim a possibilidade infinita de juntar uma diversidade de tecidos com padrões variados conseguindo efeitos lindos!

O patchwork era em tempos, sinónimo de poupança e de reaproveitamento de trapos. Era assim, por exemplo, na época da recessão americana, ainda na memória dos nossos avós. Era assim, em muitos países, em muitas casas.
E é assim que o entendo e que faz sentido. O patchwork virou fenómeno de moda. Ainda bem, mas não o será para qualquer bolsa.

Pensava que a opção dum diagrama diferente, inspirado nos livros do Kaffe Fassett, faria da minha manta algo de único, como se a inspiração minha não chegasse.

Neste momento, tem um sabor algo amargo. Consegui umas boas 200 grs de desperdícios que se traduzem num bom metro de tecido perdido! Guardei-os.
À procura de novas soluções, este post foi uma pequena luz no fundo do tunel!
Tenho a certeza que em tão pouco tempo, acabei por aprender com os meus próprios erros!

0 comments on “Aprender com os próprios erros

  1. Vanessa

    Às vezes acontece, só não comete erros quem não faz nada. O importante mesmo é aprendermos com eles e assim fazer o nosso espírito crescer :)

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  2. jubela

    Para mim o verdadeiro patchwork é precisamente aquele em que consegues transformar camisas, saias e blusas velhas num objecto bonito e de grande utilidade :) MAs isso não quer dizer que não o faças de outra forma mais profissional. Compreendo a tua questão do desperdício, porque muitas vezes dou por mim a cortar e a retalhar o linho e a guardar todo o desperdício, para não ser ter grande o sentimento de culpa. Seria incapaz de fazer o mesmo às peças de linho caseiro que guardo comigo e ainda não ganhei sequer coragem para as bordar! :)

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  3. rosa

    Pelo lado positivo, já deram um belo par de fotografias :) Mas estou contigo, acho muito mais interessante o patchwork do aproveitamento do que o de luxo.

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  4. ana_didi

    Concordo, e também não gosto de desperdícios. Mas, o bom do patchwork é que tudo pode ser aproveitado. Então o seu erro de cálculo não será tão cruel assim :) Fique bem.

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  5. Concha

    Mas esses restos podem ser encarados não como desperdício, mas como material para um novo projecto! Tenho a certeza de que ideias não te faltarão para pores esses bocadinhos de tecido a uso. :)

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  6. Cristina Lopes

    Partilho completamente a sua preocupação. As mantas de retalhos feitas pelas minhas tias avós eram justamente um reaproveitamento de roupas usadas. Julgo ser essa a verdadeira magia do patchwork: do velho fazer novo, do pouco muito. Daquilo que já não tem utilidade fazer peças que aconcheguem a alma e a família. Cuidar do património emocional. É o que eu tento fazer.
    Parabéns pelo trabalho e pelo blog, sempre bonitos.

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