Os desenrascados I

A outra casa
Dans les jardins
Os desenrascados

Dum quarto interior fez-se uma casa de banho. Trouxe-lhe luz natural para inundar aquele espaço. Não há banheira. As outras andam nos prados e servem de depósito de água para o gado beber.
No meio da imensidão que caracterisa a planície alentejana, surge uma pequena horta. Em redor dela, as molas dos colchões fazem a vez de vedação e garanto-vos, os coelhos, lebres e raposas por lá não passam!
Das aldeias caíadas, poucas ficam. Espalham-se nas fachadas tintas ou desperdícios de mosaicos. Já vi um portão feito com duas portas dum BMW.
Nada é deitado fora. Tudo se transforma e encontra novas soluções. É o desenrascanço português. O mesmo acontece em Cuba. Mais exemplos, estes garrafões de água que enganam quem daqui não seja (do Alentejo, mas que não se vê noutras latitudes), que têm como função impedir o nosso fiel amigo (o cão) de marcar o seu território.
Haverá também soluções para as moscas invasoras?

A casa do BMW

0 comments on “Os desenrascados I

  1. Joana

    quando falaste em garrafões, lembrei-me logo dos sacos de água que a minha avó alentejana pendura nas janelas e portas para impedir as moscas de entrarem :)

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  2. teresa

    Para as moscas, são os sacos de plástico cheios de água pendurados nas portas e janelas.
    Não é só no Alentejo que se vê isso, eu sou Ribatejana e também se vê isso por lá e muito, até aqui em Sto. André (Barreiro) onde moro, já se vai vendo os garrafões especialmente às portas de estabelecimentos comerciais.

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  3. Virgínia

    eu já tentei os sacos de água contra as moscas mas acho que não resultou… não sei o que fiz de errado! :)
    os garrafões de água nos cantos são de génio (acho!)

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  4. imigrada

    e na galiza é a mesma coisa. nao deitamos nada ao lixo se tiver umha outra oportunidade…

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