Na casa da D. Isaura

Na casa da D. Isaura
Na casa da D. Isaura
Na casa da D. Isaura

É uma casa como tantas outras, que nem se dá por ela.
É uma casa tantas vezes modificada, uma casa desfigurada.
Na soleira da porta, o sentimento vascila. Percorro os corredores, espreito as salas vazias. Não vejo o rosto da defunta mas sigo-lhe o rasto.
Procuro a luz.

A casa foi agora vendida, a mobília foi dispensada como todo o resto, aliás.
O que pude salvar da fogueira; os livros, uma caixa de refresgerantes da antiga marca Buçaco que hei-de restaurar para albergar, sobre a forma de prateleiras, a minha colecção de coquetiers e uns taleigos tão gastos pelo tempo que hei-de dar-lhes uma nova vida.

Na casa da D. Isaura
O que consegui salvar
O que consegui salvar

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