A Venda de Natal

A manta de retalhos A manta de retalhos A manta de retalhos Queria levar a gente da minha aldeia atrás de mim, façon Tiago Pereira, mas, como tal projecto não seria sequer concebível, a D. Benvinda foi o retrato possível, junto à manta agora acabada, para anunciar a Venda de Natal que se vai realizar em Lisboa, na Retrosaria da Rosa Pomar de 17 a 23 de Dezembro, onde também estarão presentes a Ana, a Inês, a Rita e a Rita. Se desço da Serra da Estrela para ir até à capital... o que será subir dois andares até à Retrosaria? Retrosaria Rua do Loreto, 61 2º Dtº 1200-241 Lisboa Aberto das 10h às 19h, Segunda-feira inclusivé.

Sossegar

Sossegar Sossegar Sossegar Esqueci-me da sensação que poderia causar na criança, quando falámos em passar o Natal na "Outra Casa". A última vez que viram o estado de sítio, foi quando se retirou a primeira pedra e desde então povoa no imaginário delas, imagens que vou relatando através do progresso ou atraso do andamento da obra. Apesar de já saberem que não haverá cozinha, falta o chão para colocar e toda a aparelhagem digna duma boa cozinheira, vamos lá passar a consoada. É ponto de honra, neste grande desafio familiar. A J. literalmente ansiosa porque não imaginava o estado da casa actual, fez questão de me acompanhar nesta longa viagem. As primeiras camas seguiram connosco e ela, que abomina as deslocações, aguentou a valer os 1200 Km percorridos em 24 horas! Sossegou ao ver a lareira, afinal o Pai Natal também pode passar por lá.

Sem tempo

Sem tempo Sem tempo Entre as obras da outra casa, a realização de novos estojos (não tenho mãos a medir) e uma venda de Natal quase, quase a acontecer (voltarei a falar nela muito em breve), estou sem tempo para aparecer por aqui. A escassez da luz do dia também não tem ajudado o "clic" fotográfico, mas prometo vingar-me. Até já!

O azeite

O azeite Este ano, mais uma vez, fomos colher as azeitonas para fazer "o nosso azeite". Durante muitos anos dávamos as azeitonas e em contra-partida ofereciam-nos um garrafão de azeite. Com o tempo e com a nossa vinda para o campo, considerámos que moralmente devíamos ser nós próprios a cuidar do olival que pertenceu aos tetras e bisavós. Há dois anos, o litro de azeite ficou-nos a 4,75 €. Este ano, feitas as contas com o pessoal da apanha, o lagar, o transporte e outros custos, o azeite ficou-nos a 6,12 € o litro. Este preço representa a morte de milhares de pequenos agricultores que ainda vivem no campo, pois o consumidor citadino pode adquirir o azeite a 3 ou 4 € nos grandes supermercados. Simplesmente, a diferença está na qualidade organoléptica do azeite rural e do azeite industrial. A côr, o aroma, o perfume, a intensidade do azeite é totalmente diferente. O olival dos pequenos agricultores é antigo, é humano, tem história, não é de cultura intensiva como o actual olival alentejano que se vê por milhares de hectares, com oliveiras pequeninas, de metro a metro e com rega automática. A colheita faz-se com uma máquina que substituiu a mão de obra de 200 pessoas. São dois mundos diametralmente opostos. Um é humano de qualidade intensa, impagável e com história, o outro é industrial, desumano, de rentabilização máxima e "trabalhado" em laboratório. Que mundo é este?