Um dia em cheio

Um dia em cheio De 15 em 15 dias, deslocamo-nos ora para Lisboa, ora para o Porto para fazer a correcção das lentes prismáticas da J. É o mal de viver longe destes dois centros urbanos, o mal de quem não investe para o interior, mas os progressos sendo visiveis, vale a pena o esforço dos quilometros a percorrer. A viagem de hoje tinha outros contornos, aproveitando as Feiras Francas no Palácio das Artes para visitar a Rita, demos de caras com a Alice. E quando penso que umas horas antes, tinha sido com a Isabel e o J. Um dia em cheio!

Cobertores de papa

Cobertores de papa Cobertores de papa Cobertores de papa Calhou passarmos lá. Evitar as autoestradas seguindo as nacionais pela Serra da Estrela em direcção à Covilhã que nem chegámos a ver, porque as margens da barragem do Caldeirão eram luminosas, porque cada castanheiro à beira da estrada era uma tentação. Batemos à porta da Fábrica do Sr. José Pires Freire para vermos e entendermos o processo da fabricação do cobertor de papa, produzido artesanalmente por um único tecelão de 84 anos que vem quando pode, quando quer. As duas operárias asseguram o funcionamento da fábrica. Os cobertores produzidos são lavados, pisoados, estendidos ao sol, cardados e armazenados. Vale a pena contornar a Guarda e ir até Maçaínhas descobrir a tradição dum cobertor de papa. José Pires Freire Maçaínhas Tel: 271 212 678 Cobertores de papa Cobertores de papa

Pequenos prazeres

Pequenos prazeres Pequenos prazeres Pequenos prazeres No Inverno passado, não resisti à compra da Revista Rowan na Ovelha Negra no Porto. Muitas vezes volto à folheá-la namorando a produção fotográfica, conjugando fazendas com coletes, casaquinhos e camisolas à volta das Highlands escocêses, de fazer sonhar. Como todos os anos por esta altura, fui à Nazaré e encomendei ceroulas. Este ano, pela primeira vez, mandei fazer um kilt com corte e pregas a preceito, alterando somente o comprimento. Ontem, fui até à Retrosaria para aprender a técnica do Fair Isle e não só. Estreei-me na arte de tricotar à portuguesa com dois fios. Gostei da mecânica, da sincronização perfeita entre os dois polegares com as duas agulhas. Uma verdadeira coreografia! A Rosa explicou as semelhanças de tricotar com dois fios com outros países de outros continentes mas também e sobretudo com Portugal através duma alargada documentação e peças adquiridas ao longo dos tempos. Só me resta praticar para um dia, fazer a minha primeira camisola! 10:00 Pequenos prazeres

Despedida

Têtes de nègres Têtes de nègres Têtes de nègres Na hora da despedida, a Nina ainda se prontificou para se deixar fotografar com a nova série de têtes de nègres. A tête de nègre é uma pega e já falei tantas vezes dela aqui e aqui. A experiência diz-me que basta ver-lhe o rosto para a escolher. Se houver algum interesse da sua parte, poderá sempre contactar-me. Têtes de nègres

Alô

+1 Quer um telemóvel. Todos na turma têm um. Ela não. Certamente nem todos têm os mesmos valores, mas considero que ainda é cedo. Diz que se sente descriminada. Por um telemóvel? Olho para ela. Esconde o olhar atrás duma franja. Mexe os dedos das mãos, faz um jeito com a anca, os pés desiguais, do tipo um pisando o outro. Amo-a! É a minha primeira pré-adolescente e hoje faz anos.