O regresso a casa

O regresso a casa
O regresso a casa
O regresso a casa

Chegaram este fim de semana com cara de sono, os olhos lavrados em lágrimas das despedidas, os pés sujíssimos!
Cada uma delas viveu à sua maneira a vida do campo de férias.
Passado dois anos, imploraram para lá voltar e pelos vistos será o cenário que se repetirá provavelmente no próximo ano.
Devido à personalidade das nossas filhas, considerámos, na altura, que seria óptimo para cortar um pouco o cordão umbilical que nos une a todos. Para não sentirmos a dor da separação, nós (os pais) fomos viajar. Elas viviam as suas primeiras experiênças comunitárias à beira dum rio, praticando desportos, respeitando e descobrindo a vida em conjunto.
A C. e a J. adoraram. Para a M. foi diferente: sensível às palavras, a integração com jovens com poucos princípios de educação, não lhe foi fácil.
Este ano, no mesmo espírito, encontaram um grupo diferente, alguns vindos de instituições de caracter social. Foram descobrindo que nem todas as crianças recebem o mesmo amor dos pais, quando estes existem!

Ponderei sériamente a integração das nossas filhas nos escuteiros, a mesma associação que segue os principios de Baden Powell, mas soube entretanto que não existe nenhum grupo na nossa zona de residência!

Chegaram a casa mais autónomas, mais crescidas, mais tolerantes.
Contudo, chegaram a casa cheias de saudades do amor e da ternura familiar.

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