Catherinette

Foi tudo a correr. Do Sul, subimos o mapa para fazer escala em casa, receber os amigos para juntos, saborear o que de melhor a nossa terra tem para oferecer antes de seguir novamente estrada fora, rumo a França. Catherinette Catherinette Catherinette Num ambiente totalmente campestre e descontraído, testemunhamos a união de amigos de longa data numa cerimónia inteiramente civil e laíca. E não faltaram os chapéus de palha em honra das "Catherinettes"!

Sem areia na boca

As conquilhas Uma pequena receita para quem anda a apanhar conquilhas na maré baixa. Com um pouco de sal e farinha, deixar as conquilhas em água durante algumas horas de maneira a que estas rejeitem a eventual areia nelas contidas. Depois de bem lavadas, coloca-se um pouco de azeite numa frigideira, cebola picada e bastante alho. Deixar alourar ligeiramente. Acrescentar as conquilhas. Quando estas começarem a abrir-se, deitar um pouco de vinho branco (para desengordurar o molho), mais uma noz de manteiga (para o engrossar) e finalmente os coentros. Este é sem dúvida um dos deliciosos petiscos do Verão!

Mudar para melhor

Não se trata de fechar uma página, mas antes de permitir que as fotografias respirem melhor. Caso costumem seguir este blog através do Google Reader ou outro serviço semelhante, por favor actualizem o feed. A partir de hoje, estou aqui.

Extraterrestres







Era o encontro previsível de quem, na praia dos meus 15 anos, não voltaria a ver o amigo visto pela última vez, há agora mais de 20 anos.

Ele chegou com um livro debaixo do braço. Na minha toalha “L’Art de la Joie” de Goliarda Sapienza, nem pode rivalizar com o seu “Your First Contact” de Sheldan Nidle.
Astucioso, para quem não sabia talvez iniciar uma conversa que fora interrompida há tantos anos, mas a tentativa de introduzir a possível vida de extraterrestres irritou-me.
Atrapalhada, disfarçando, rematei com um “não acredito em extraterrestres”, acabando assim uma conversa que mal se iniciava.
Não gosto desta palavra. Soa-me muito mal. Reconheço o meu preconceito à volta do extraterrestre, imaginário meu, povoado de imagens e sobretudo influenciada pelos filmes do continente norte americano de ficção científica como “2001: Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick mas sobretudo desta magnífica transmissão radiofónica, no ano de 1938, intitulada “The War of the Worlds” produzida pelo Orson Welles a partir da obra do Herbert George Wells.
Preferia falar da possível vida noutras galáxias , a qual não tem que ser necessariamente igual a nossa.
Preferia falar da vida da Modesta (protagonista do livro que acabo de ler), não sendo forçosamente igual à minha, mas que inspira e faz reflectir, sobre a vida ao longo de várias décadas, pautada pelas duas grandes guerras num ambiente totalmente siciliano.

Afastada na sua toalha, a M. para se distrair, devora os diálogos humorísticos de “As Lições do Tonecas” de José de Oliveira Cosme.

“Professor – Bem agora diga-me: o menino já tem visto as estrelas, não é verdade?
Tonecas – Se tenho, senhor professor! Lá neste ponto o meu papá encarrega-se de me ensinar Astronomia...
Professor – Mau! Eu refiro-me às estrelas do firmamento...
Tonecas – Ah! Essas também já tenho visto!
Professor – Muito bem. Ora, quando o menino vai de noite para a rua e se põe a olhar para um grupo de estrelas, pode dizer que está a ver---
Tonecas – Estou a ver...
Professor – Vamos! Uma cons...
Tonecas – Ah! Já sei: estou a ver uma constipação não tarda muito!...”