A outra casa





Passaram 10 anos desde a última vez que abrimos a porta da outra casa. A outra casa é a outra história. Uma história no singular. Uma outra casa, num outro campo. Quando ainda vivia em Lisboa e não tinha constituído a minha família.
A outra casa é um reavivar de sonhos, de novos projectos, no plural.
Acreditar nos sonhos!

Tio Lobo





Há 4 anos atrás, quando se iniciou a fantástica iniciativa "Livros Andarilhos" (já falado aqui), levei para essa noite o livro Tio Lobo de Xosé Ballesteros com as ilustrações de Roger Olmos.
Lembro-me de na altura, sentada na cadeira, com o livro aberto para o pequeno público, partilhar uma das muitas histórias que costumava contar às minhas filhas antes de adormecer.

Ontem, na sede do agrupamento escolar e pela primeira vez no 1º ciclo, nasceu um projecto similar "as palavras também brincam". Apesar da relutância de alguns pais, ainda houve público.
Tal como da primeira vez na escola da nossa aldeia, levei o mesmo livro e com os anos e a experiênça de ver contar histórias por pessoas mais qualificadas nesta àrea, teatralizei, contando, lendo.
O público adorou. A nossa pequena J. agradeceu, orgulhosa.

"Quando anoiteceu, Carmela meteu-se na cama debaixo de sete mantas, e esperou.
Pouco depois, do lado de fora da casa, ouviu-se uma voz:
- Carmela, sou o Tio Lobo, e vou coMER-TE!".


Das sete mantas, juntei os retalhos da primeira manta e não tarda vou começar a alcochoá-la!



Tio Lobo
conto popular adaptado por Xosé Ballesteros
Ilustrações de Roger Olmos
Kalandraka, 2003

Batalhas de balões de água







A chegada da Primavera trouxe a vontade de brincar no jardim, à batalha de balões de água.
Não há nada como ouvir o riso e as gargalhadas de quem acabou de acertar em cheio no seu alvo ou de quem anda a fugir com o rabo à seringa para não se molhar.
Abrimos portas e janelas para deixar entrar esse renascer da natureza.
Deixei por umas horas este taleigo (agora acabado e disponível aqui) para me juntar à família na guerra dos balões!



O conceito “La Droguerie”







O conceito existe há já alguns anos e agrada-me falar dele, até porque era muito interessante ver cá em Portugal o que se faz lá fora e cujo La Droguerie é bom exemplo nisso.
Não sendo uma "experta" em tricot, acabo por comprar modelos vendidos em kit, como esta camisola ou ainda o cardigan que acabo de tricotar. La Droguerie compra os direitos a criadores. Muitos dos modelos são publicados na Marie Claire Idées, outros propostos nos pequenos livros que publicam.
A escolha das lãs é arbitraria. A loja tem uma vasta paleta de cores e qualidade de fios que torna a escolha difícil.



Ainda comprei um kit para fazer em jacquard, umas luvas e uma boína. Mas estes vão ficar para o próximo Outono!

La Droguerie tem um site e um blog.

Breve história



O bisavô Sebastião teria hoje 124 anos.
Viajou pelo mundo, pelas Américas, por Nova York, pelo Rio de Janeiro. Rapidamente fiz fortuna. Regressou à terra. Construiu a casa onde hoje moramos. Casou, fez uma grande festa. Teve descendência. A felicidade tranquila duma longa vida. Deixou-nos aos 96 anos.
Ao remexer nas recordações, encontrámos os passaportes, vários documentos e este lindo papel que forráva o velho baú das viagens transatlânticas.