Andar a caça de

Faz um ano que não voltei a dar as minhas longas caminhadas. Levei um valente susto.
O tiro zumbiou não muito longe de onde me encontrava e percebi que à quinta-feira e ao domingo mais valia não sair.
De casa, ouvem-se tão bem os tiros de caçadeira e pergunto-me o que ainda haverá para caçar. O campo parece tão deserto, mas o roubo das raposas nas nossas capoeiras, é um sinal.
Aquando da nossa estadia em França, durante uma caminhada pela floresta, fomos surpreendidos por caçadores que íam montar uma batida para a caça ao javali e gentilmente, convidaram-nos a dar meia volta.
Senti-me literalmente “caçada”!

E depois houve o Dia de Reis.
O pai dum colega de turma da M. bateu à porta para nos oferecer umas perdizes porque há muito que o pobre do rapaz sonha com a minha receita de “choux à la crème”.
Isso é que é andar à caça de …

Nos anos 30, o bisavô Sebastião ía à caça com outros homens da aldeia. O motivo não era propriamente caçar, mas sobretudo pretexto para grandes rambóias onde toda a gente era convidada.
A caça era sinónimo de grandes festanças populares!
Tudo isso desapereceu!

“Qui va à la chasse perd sa place”!

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