O alfaiate







É o alfaiate de Meruge que vem às casas, como há 50 anos atrás, vinham os seus antepassados.
Dantes costumavam passar nas aldeias de carroça, hoje vem de carrinha com encomendas feitas.
Ele passa por cá aos domingos, como durante a semana também passa o padeiro, o peixeiro e o talhante.
Bateu à porta, com a fita ao pescoço, porque vem cá para fazer um capote alentejano e umas calças de surrobeco, tradicionais dos pastores.
E assim estes alfaiates foram vestindos as pessoas da terra de geração em geração, desde tempos imemoriais.

Culinária do Minho

Antes de prosseguir, queria agardecer os numerosos comentários relativos ao post anterior.
Penso que a melhor forma de nos conhecermos é através da imagem que os outros vêm de nos próprios, no espelho.



Também gosto de ler. Não leio tanto como eu gostaria, mas não me queixo. Todos os dias, leio capítulos que a M. vai escrevendo; praticamente todos os dias leio uma história para elas antes de se deitarem; tento ler todas as noites as 3 primeiras páginas do próximo capítulo dum livro qualquer.
Mas livros há muitos e também gosto de pegar em livros culinários, sobretudo como este, do Alfredo Saramago, onde faz uma introdução à história da alimentação no Minho com receitas interessantes. "Falar das características que deram uma identidade ao Minho é falar da sua história, povoamento, agricultura, usos e costumes. É falar de uma terra mágica, uma terra que sempre foi fecunda para plantas, animais e homens. Esperamos poder continuar a celebrar a alimentação do Minho, porque uma cozinha, no dizer de Braudel, pode evocar uma civilização inteira."



Hoje ao almoço confeccionou-se filetes de polvo com arroz de netos, que são os segundos rebentos de uma couve que vieram da horta.

Antes de fechar o livro quero elogiar o grafismo e as lindas fotografias da autoria da Inês Gonçalves.

Cozinha do Minho
Alfredo Saramago
Fotografias de Inês Gonçalves
Assírio & Alvim, 2000

???



As minhas filhas fizeram o meu retrato a três mãos.
Elas vêm-me assim.
E vocês, como me vêm a mim?
O que é que Xuxudidi et plus encore vos sugere?

Mini-sacos





Acabei de realizar uns mini-sacos para transportar acessórios, relógios, jóias...
Alguns já estão disponiveis na loja e aproveitei para renovar o stock de tête de nègre. Estes últimos são feitos à mão, em linho puro, com um pequeno appliqué para lembrar que não tardará a chegada da Primavera. Hoje a 20 de Janeiro, uma hora por inteiro e quem bem contar, hora e meia vai achar.



Dia chuvoso… no Porto!







Fui ao encontro do que o Porto tinha de melhor para me oferecer neste dia chuvoso.
Dei de caras com A Vida Portuguesa, num lindo edifício que outrora albergava textéis.
Fui ao encontro da Lopo Xavier, da Ovelha Negra mas foi no Armazém dos Linhos que tive uma conversa muito interessante sobre chitas e as suas origens, enquanto comprava linho puro. Conversa essa que teve de ser interrompida para um delicioso e requintado almoço na excelente companhia da Fernanda.
Não fosse a chuva, o Porto teria tanto para ser fotografado.