2010







Abrir a janela e encher os pulmões.
Respirar os desejos, as vontades.
Concretizar, solidificar as incertezas.
Queremos todos tantas coisas!

Libertar o pássaro no seu primeiro voo.
Semear para melhor colher!

Desejamos um Feliz Ano Novo!

Tecidos de outros tempos





É em Isle sur la Sorgue que encontrei uma magnífica colecção de tecidos antigos, na habitual feira de velharias e antiguidades que abre as suas portas todos os fins-de-semana ao longo de todo o ano.
Tudo se vende!







Desde monogramas bordados à mão, passando por antigos cortinados do sec. XVIII, ...linhos, algodões, sedas... é um mundo onde cada peça vende-se ao centímetro, muitas das vezes a preço exorbitante.
Um pouco de todo o tipo de clientela aparece: os decoradores, os designers à procura de motivos, tons para futuras reproduções, estilistas ou pessoas como eu que gostam de juntar pedaços, guardando os retalhos para mais tarde fazer uso deles.
Estes patchworks feitos pela minha mãe são uns dos exemplos da reutilização de tecidos muito antigos mas há muitos outros exemplos como a Liane que sigo de muito perto e esta interessante reportagem.



Deixo aqui e aqui duas retrosarias à antiga onde pode encontrar, fitas, botões tecidos... tanta coisa de outras épocas. É só escolher!

O nosso Natal



É o nosso primeiro Natal com os avós delas, os meus pais.
Gosto, gostamos todos do Natal, não pelo aspecto religioso ou outro, mas porque sobretudo essa noite é mágica.
Não há nada mais lindo do que acreditar no Pai Natal, que sejamos nós grandes ou pequenos. É a nossa capacidade de vontade, de criatividade, a nossa força de superar as modas a bem duma infância.
Elas sonharam a neve e ela veio!
Sonhei abraçar os meus, sou mimada!
Sonhamos um Natal com os avós, tal como passei alguns quando eu era uma criança.
A história repete-se, perpétua-se.
Para todos aqueles que acreditam nesta noite mágica, votos de Boas Festas!

O burro







Como todos os anos, na noite de Natal, a J. vai querer deixar uma cenoura ao pé da árvore para dar ao burro. Também estará um cálice de vinho do Porto para o Pai Natal.
Por razões de marketing, o trenó puxado pelas renas virá substituir a volta que o Pai Natal costumava dar com o seu burro, tal como o seu compadre o S. Nicolau.

Em casa, gostamos da versão mais antiga. O burro não é tão veloz e é por isso que as crianças não chegam a vê-lo, de tal maneira que ainda hoje, as prendas só serão vistas na madrugada do dia 25.

A J. ainda acredita no Pai Natal. Na carta dirigida a ele, ela pede como todos os anos, um burro. Encontramos um aqui ainda antes de saber que viria a conhecer a Rita.
Quanto a este livro, recomenda-se. Além de excelentes fotografias e iconografias documentais, o livro divide-se em 5 partes, homenageando o quadrúpede.





Mémoires des Ânes & des Mulets
Gérard Rossini
Editions Équinoxe, 2003

Do Jardim da Estrela











Agradeço a minha família, os amigos e os conhecidos.
Agradeço às tão simpáticas companheiras de bancas.
Agradeço todas e todos que tão amavalmente vieram conhecer o meu trabalho.
Agradeço os anónimos, e não só, que vieram dar muito mais que "2 dedos de conversa".
Bem hajam!