Novembro





Novembro é o nome deste bonito avental que fiz em ponto cruz e não só, pensando nas árvores despidas, nas paisagens silenciosas, próprias deste mês. Novembro é aquela casa que ainda há um ano atrás tinha vida e hoje sei que a lareira nunca mais voltará a acender-se.
Novembro, também em côr de rosa para apertar à cintura como o doce que aconchega a criança.
Disponível aqui.



Novembro... é hoje o último dia do mês de Novembro.
Vou-me fazer à estrada, fazer à vez do carteiro para entregar pessoalmente esta encomenda.
A M. deu-lhe um nome, "almofada gaspacho". É feita em patchwork com lã escocesa comprada aqui e mede cerca de 75 x 75 cm.
Até já!

O sumaúma





Sempre conheci o sumaúma por "kapok" mas também é verdade que há 20 e tal anos atrás não falava português.
Foi preciso ler um post da Vera e descobrir através dum comentário que afinal ainda há por cá sumaúma e tão perto de casa (embora seja relativo).
Foi numa loja tradicional, característica da cidade de Viseu, que comprei o quilo de sumaúma.
Quero com ele amelhorar o meu produto, nomeadamente as têtes de nègres que passam desta forma a usar este tipo de enchimento. Uma nova experiênça que penso, valerá a pena.
É também com o sumaúma e mais uns cheirinhos do jardim que me preparo para fazer colares para lindas meninas.



As pegas estão disponíveis na loja.

Outras casas











São algumas fotos do almoço de ontem para que possamos todos, um dia, recordar. São outras casas, outras portas que nos são abertas e pessoas tão calorosas que fizeram questão em partilharem uma refeição.



O lavadoiro



Gosto do meu lavadoiro.
Todas as casas da povoação têm o que hoje chamam de tanque de àgua. Parecem-se mais com um depósito, um enorme bloco de cimento.
O da casa persiste no tempo e é de granito.
Gostava de encontrar nas fotografias de chapa a vida que se fez à volta dele. Aqui lavou-se roupa, muita roupa, lençóis e guardanapos de linho.
Hoje o lavadoiro é um ponto de água onde sabe bem refrescar-se no Verão, onde os gansos deram lindas representaçãoes em sinais de agradecimento.

Finalizei uma encomenda de taleigos. O imenso prazer de os criar acaba por me esgotar e cansar.
É junto do lavadoiro que acumulou a água das últimas chuvas, que descanço a mente e o seu espelho é também fonte de inspiração.
Muito trabalho ainda me espera e uma feira de Natal à qual não quero faltar!

Feira da Golegã









Por vontade de toda a família haveria cavalos em casa. Só respondo "sim", desde que ganhasse a taluda. Assím teríamos não só os cavalos como alguém para tratar deles.
Reconheço as vantagens de tratar e montar um cavalo e para a J. seria uma excelente terapia. É pena em Portugal, haver muito pouca documentação sobre a hipoterapia ou a equoterapia, mas gostei do que li aqui.

Este ano, demos outras oportunidades à Feira do S. Martinho que a nossa pequena escola costumava organizar. Deixei o meu contributo seguindo as instruções da Constança, realizando assim três sacos para guardar outros tantos.





Ontem fomos a Golegã e de dia, para elas poderem apreciar este ambiente único da feira do cavalo. E adoraram!