Promessas

Após a ascensão ao topo da Tour Eiffel, senti-me liberta. O meu compromisso em relação às promessas com as minhas filhas, estava nesse preciso momento saldado.
Há dois anos quando vimos a J. ir-se abaixo fizemos a promessa de realizar o sonho dela, se ultrapassasse os traumas.
Durante um dia, fizemos as filas de horas de espera para escassos momentos de alegria. Ela saíu ao fim do dia radiante e nós, arrasados!
Houve outras promessas como subir à Notre Dame para quebrar os tabus que povoam o imaginário delas. Ver as “chimères” ou o “gros bourdon” foi como reviver a vida do Quasimodo.

Estas férias não só serviram para a concretização das promessas, como também para oferecer o efeito da surpresa.
Numa viagem relâmpago a Amsterdam, a M. realizou o desejo de um dia visitar a casa de Anne Frank, livro que quiz ler este Verão e para o qual tivemos de a preparar, sobretudo do ponto de vista histórico.
Achava-a muito nova ainda para entrar neste capítulo da história, ela provou o contrário.

Mais do que a promessa em si, é saber que somos capazes um dia de cumpri-la e mostrar às crianças a importância de manter a palavra, o nosso compromisso e a realização dos nossos sonhos.

O diário de Anne Frank
Livros do Brasil, 2009

Deixar uma resposta