4+6

4 foi o número de bombeiros que vieram socorrer-nos após termo-nos enfiado num caminho que terminava abruptamente no fundo dum prado lamacento do qual nos foi impossível regressar ao caminho principal.
Perante o desespero, a angústia crescente das meninas, invoquei Uma Aventura da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada como ponto de partida para dar asas à nossa imaginação.
O clube dos cinco (pois, somos cinco) parecia criado, embora não houvesse nada de original porque já existia The Famous Five que eu própria lia nas edições da Bibliothèque Rose.

6 é o número de dedos de Um garoto chamado Rorbeto.
É um livro que descobri há alguns anos no Brasil e com o qual regresso muitas das vezes a ele, não só pela história tão bem narrada pelo Gabriel o Pensador como pela ilustração de Daniel Bueno.
É porque a escola começou à sério e que “… O tempo passou feito o rio, correndo, fazendo o Rorbeto crescer. E um dia ele quis ensinar o seu pai, já velhinho, a ler e a escrever. O pai, que nunca esteve escola, gostou da idéia e pegou uma caneta; Rorbeto lembrou-se, sorrindo, do dia em que fez sua primeira letra. O pai do Rorbeto que era analfabeto, agora deixava de ser. E lembrou-se, sorrindo, do dia em que sua mulher deu à luz um bebê. E sorrindo, falou para o filho: “Eu errei o seu nome! Seria Roberto”. Mas o filho falou: “Não errou, não senhor! O amor sempre faz tudo certo”.

Um Garoto chamado Rorbeto
Gabriel o Pensador
Cosac Naify, 2005
www.cosacnaify.com.br

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