Chipie e Flor



Nunca falo delas, mas são parte integrante da nossa vida familiar. São imagens enternecedoras, num final de tarde quando o calor, demasiado presente, convida a prolongar noite adentro um jantar-piquenique no jardim, improvisado pela J. Piquenique que se prolongou ao meio dia de hoje junto ao rio Mondego. E elas, sempre presentes, a Chipie e a Flor.

Em 2006, no Dia Mundial da Criança , fomos com as nossas filhas, num canil da Associação de Protecção dos Animais. A M. e a C. escolheram o cachorro, a J. deu-lhe o nome, Flor (de Floribella!). A Chipie chegou dois dias depois. Do mesmo lugar. Teria sido o cachorro que escolheria, se fosse criança, mas esse dia, era o dia delas. Penso que dessa forma conseguimos sensibilizá-las a acarinhar animais e a entender que há tantos animais por aí abandonados...

Há dias, recebi um mail duns amigos veterinários, que definiram desta forma os animais da nossa casa: "...Flor, Chipie e Caramel ( já falado aqui), animais adoráveis, que por incrível que pareça, são tão meigos e amorosos como os donos. Sabemos que os animais adquirem as características dos donos e podemos comprovar estas com eles."



A importância do voto



Quando escrevi este post, lembrei-me da S., da E. e do A., mas também em todos aqueles que por hábito não votam.
Perante a indiferença ao voto, exprimo-me: quem não está indiferente, passará a palavra e todos nós vamos ganhar com isso. Traz um amigo também.

No Século XIX, depois das guerras liberais só alguns homens podiam votar. Com a implementação da República em 1910, os votos alargaram-se, mas houve uma regressão com o Estado Novo. Para a grande maioria das mulheres, não havia direito de voto.
A "Revolução dos cravos" trouxe-nos o direito completo de voto, por sufrágio universal.
Apesar das vicissitudes e das desilusões da politiquice, apesar de tudo, vale a pena votar, porque é o único momento em que podemos, em Democracia, dar a nossa opinião.
Em nome daqueles que lutaram para que isso fosse possível, devemos cumprir a nossa obrigação cívica, votando.
O voto é livre e secreto!

*A foto representa a capa do disco "Traz um amigo também" do Zeca Afonso. O cartaz do 25 de Abril, foi criado por Dionísio de 13 anos, do Liceu Nacional de Leiria, em 1979.

Feu





"Feu" em francês é fogo, mas também é ponto de partida.
É assim que vou definir o dia de hoje. As férias definitivamente acabaram e as visitas foram-se embora. É o regresso a uma relativa normalidade. Liberto a mente para criar. Em dois tons - vermelho e cereja - vou tentar tricotar uma camisola para oferecer à M. Tem mangas raglan e um capucho. Lembra o fogo que não vi mas que presencio nas minhas caminhadas matinais através do mato ardido.
O cheiro à cinza humidificada é intenso, após as primeiras chuvas de Setembro.

...

Partilhar An Eye for Annai via Burst of Beaden de Jon Klassen.

4+6



4 foi o número de bombeiros que vieram socorrer-nos após termo-nos enfiado num caminho que terminava abruptamente no fundo dum prado lamacento do qual nos foi impossível regressar ao caminho principal.
Perante o desespero, a angústia crescente das meninas, invoquei Uma Aventura da Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada como ponto de partida para dar asas à nossa imaginação.
O clube dos cinco (pois, somos cinco) parecia criado, embora não houvesse nada de original porque já existia The Famous Five que eu própria lia nas edições da Bibliothèque Rose.





6 é o número de dedos de Um garoto chamado Rorbeto.
É um livro que descobri há alguns anos no Brasil e com o qual regresso muitas das vezes a ele, não só pela história tão bem narrada pelo Gabriel o Pensador como pela ilustração de Daniel Bueno.
É porque a escola começou à sério e que "... O tempo passou feito o rio, correndo, fazendo o Rorbeto crescer. E um dia ele quis ensinar o seu pai, já velhinho, a ler e a escrever. O pai, que nunca esteve escola, gostou da idéia e pegou uma caneta; Rorbeto lembrou-se, sorrindo, do dia em que fez sua primeira letra. O pai do Rorbeto que era analfabeto, agora deixava de ser. E lembrou-se, sorrindo, do dia em que sua mulher deu à luz um bebê. E sorrindo, falou para o filho: "Eu errei o seu nome! Seria Roberto". Mas o filho falou: "Não errou, não senhor! O amor sempre faz tudo certo"."



Um Garoto chamado Rorbeto
Gabriel o Pensador
Cosac Naify, 2005
www.cosacnaify.com.br

O centenário



Foi quarta-feira. Como cada ano, vamos dar-lhe os parabéns.
Trazemos flores e um bolo. Trazemos também a alegria e sobretudo o carinho.





Os filhos vieram do Brasil juntarem-se aos outros irmãos para neste fim-de-semana comemorarem o centenário da Mãe.
Houve visitas de familiares, de vizinhos e até do Padre P. para a benção.
Queriam festa, queriam missa na capela, mas a Prima Albertina é quem manda. E tudo se passou em casa , com toda a simplicidade.

Quilting Bee (I)







Ao longo dos próximos 7 meses, um grupo de 15 mulheres juntar-se-ão com o objectivo de criar um quilt. Cada uma de nós escolheu os seus tecidos mas os blocos serão feitos pelas outras.
O tema é livre.

Há dias chegou o primeiro envelope da Rita que tive a excelente ideia de dar continuidade a este projecto, que na minha óptica é mais um reforço da aprendizagem dada nos workshops.
As instruções eram relativamente fáceis.
Dum 9-patch simples, transformá-lo num disappearing 9-patch à nossa escolha.

Houve diversas soluções possíveis e diverti-me no recorte de pequenos papéis para melhor simular o resultado final.
Estou sem dúvida curiosa de ver os outros blocos e a disposição dos mesmos, esses que formarão a manta da Rita.