Recordações de Infância (II)

Chegámos a Paris para um curto regresso ao meu passado.
Para as minhas filhas é ter enfim uma imagem real sobre tantas histórias que vou contando sobre a minha infância.
O ponto alto foi quando hoje de manhã, a directora da escola primária me abriu as portas do estabelecimento e pude, em família, partilhar os cantos de algumas salas de aulas, apesar das modificações feitas ao longo de tantos anos. Esperava encontrar o magnifico fresco no tecto que alimentava o meu imaginário, na mesma sala onde, com a pena e a tinta da china, exercitava o francês, mas o fresco foi leiloado para angariar fundos para o alargamento e manutenção da pequena escola.

Apesar de tudo, os pormenores mantêm-se e para elas os tabus foram quebrados, embora a magia se mantenha.

Deixar uma resposta