Ela

As manhãs fazem-se preguiçosas. Frente à tigela do pequeno almoço tenta prolongar o sonho que vivía momentos antes.
Passa horas à frente do espelho para pentear os cabelos rebeldes a alinhá-los com disciplina.
Escolhe a roupa a dedo. Assume a definição das cores.
Durante o dia, afasta-se do grupo e acabo por encontrá-la em leituras profundas.
Nas conversas, fala com pontos de interrogação. A voz não a trai, ela experimenta, ela filosofa.

Mas no canto do jardim ainda ouço grandes gargalhadas partilhadas com as amigas do coração.
São segredos inquebráveis!

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