A silabinha

Foi um ano lectivo “sans relâche” para superar as dificuldades da J.
O ano passado, quando entrou no 1º ano do 1º ciclo, rapidamente nos demos conta que algo se passava e contra ventos e marés, a J. acabou o ano lectivo desfeita, deprimida, atrasada na aprendizagem da leitura e da escrita.
Descobríamos com ela a hiperactividade.

Uma nova escola, uma nova professora, novos colegas também e aos poucos, ela foi falando dela, das suas diferenças.
Tudo ajudou um pouco; o amor, o carinho e o apoio constante das irmãs, da família, da pequena comunidade que a aceitou e a integrou e sobretudo da professora, da equipa técnica e médica que ao longo do ano, todas as semanas com muita persistência demonstraram que é realmente possível desenvolver um trabalho de elevada qualidade em prol da sua recuperação.

Orgulhosa, vai entrar para o 3º ano. O novo ano espera-a, na mesma escola, com os mesmos colegas, com o mesmo apoio e uma nova professora.
Este ano também lhe foi confirmada a dislexia e com a professora, ela descobriu a silabinha.

Hoje acabei o par de meias que ao longo de praticamente todas as quintas-feiras fui tricotando nas salas de espera, como também estas todas.
Estas meias vão para o avô que hoje faz anos, mas antes de mandá-las pelo correio a J. fez questão de me contar uma história: Era uma vez a Mamã que ia fazer com uma meia perdida… uma silabinha

JOY-EUX A-NNI-VER-SAI-RE GRAND PÈRE!

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